Como enfrentar a obesidade infantil
Correndo atrás do prejuízo
Perder peso pode fazer com que alterações de colesterol e pressão arterial sejam revertidas, informa a endocrinologista Roberta Lordelo, do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia. Para isso é necessário:
• A participação de toda a família. Afinal, é ela quem determina a compra e o preparo dos alimentos. “É ilusão achar que uma criança terá maturidade de se contentar com uma saladinha enquanto a família se delicia com uma pizza”, alerta Durval Damiani.
• Rever hábitos. Há poucas medicações para controle da obesidade infantil: orlistat (reduz a absorção de gordura) e sibutramina (aumenta a sensação de saciedade).
• Buscar informações. Quanto mais esclarecidos forem pai e mãe, mais fácil será mudar o cenário. Algumas crianças talvez necessitem de suporte psicológico.
• Evitar dietas rígidas. O objetivo é a reeducação alimentar. O cardápio de um pequeno obeso requer orientação de nutricionista para realizar trocas inteligentes e ajudá-lo a incorporar os novos hábitos para a vida toda, explica Roberta Lordelo.
• Incentivar programas de atividade física específicos. “Mais do que academia ou caminhada, a criança precisa de atividades lúdicas, que a façam perceber o exercício físico como uma brincadeira divertida”, recomenda a endocrinologista.
• Recorrer a jogos de computador que ensinam passos de dança ou simulam partidas de tênis, futebol e posições de ioga, sugere o pediatra Nataniel Viuniski.
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