Como enfrentar a obesidade infantil

Mercado negro

Na última década, leis municipais e estaduais têm imposto restrições ao que é vendido nas escolas. Em 2001, Santa Catarina proibiu salgadinhos e refrigerantes. O estado de São Paulo excluiu produtos contendo gordura trans (como frituras, biscoitos recheados e pipocas industrializadas). Recife, Piracicaba, Santos, Rio de Janeiro, Uberlândia e o Distrito Federal também baniram as guloseimas. “O perigo é que estimulem o mercado negro de alimentos na escola, pois nem sempre é possível proibir o que se traz de casa”, opina Mauro Fisberg. “O melhor é ensinar o consumo consciente, ajudar a fazer escolhas e oferecer alternativas saudáveis: um lanche light no lugar do cachorro-quente; suco de fruta natural em vez de refrigerante”, diz Martha Fonseca. Outra saída é deixar os alimentos de melhor valor nutricional ao alcance do olhar, sugere Nataniel Viuniski. Com a adoção do período integral e o aumento das aulas extras e dos reforços, a criança passa mais tempo na escola. “No almoço, o ideal é comida caseira, simples, equilibrada: arroz com feijão, um grelhado ou omelete e salada”, afirma Martha. As escolas públicas fornecem a merenda, na qual estão vetados refrigerantes e refrescos artificiais. Há restrições para enlatados, doces e alimentos com alto teor de sódio. “Infelizmente, isso nem sempre é cumprido”, avalia Martha Fonseca.

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