Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres
Cerco aos inimigos
1. Hipertensão arterial
Ela multiplica por quatro o risco de a mulher desenvolver as doenças coronarianas. Nos homens, o perigo apenas dobra. E, diferentemente do que se imagina, a doença danifica as artérias sem produzir sintomas. De acordo com o Ministério da Saúde, 21,6% da população acima de 18 anos (26,5 milhões de pessoas) é hipertensa. Oito em cada dez mulheres correm o risco de apresentar o quadro após a menopausa. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
2. Diabete
O distúrbio derruba a proteção do estrogênio. Diabéticas sofrem oito vezes mais infarto que as não diabéticas e morrem três vezes mais do coração do que os homens na mesma condição. Três em cada quatro diabéticos não controlam a doença direito, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz da Bahia. É importante do sar a taxa de açúcar no sangue, que deve ficar entre 80 e 100 mg/dl.
3. Depressão e stress
Também penalizam o coração o stress e a depressão. Ambos contribuem para aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial. Além disso, a ansiedade pode levar a paciente a comer mais e ficar sujeita à obesidade. Por isso, os fatores psicossociais elevam em 60% o risco de infarto, complicações e morte. “Na América Latina, o impacto do stress é três vezes maior em relação ao resto do mundo”, diz o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese. “Ou seja, entre nós, ele é tão grave quanto fumar e ter pressão alta.” Daí a importância de investir em medidas para gerenciar o stress e tratar a depressão. Ler, ir ao cinema e ter amigos ajuda na empreitada.
4. Hipertensão arterial
Estudos nacionais localizaram níveis de colesterol mais altos entre mulheres. Num deles, 42% das 39 768 analisadas tinham dosagens acima do recomendado. Uma com binação comum e com efeito explosivo para as artérias é: o bom colesterol (HDL) baixo (nelas, o esperado é um valor superior ao dos homens) e triglicérides alto. Ser magra e jovem não garante taxas normais”, alerta o médico Andrei Spósito, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O único jeito de saber é fazendo um exame de dosagem no sangue. O colesterol total deve estar abaixo de 180 mg/dl, a fração mais perigosa (LDL) inferior a 100, o HDL ul trapassar 50 e os triglicérides não chegarem a 150.
5. Obesidade
O tipo mais danoso é a gordura que se deposita no abdome. Esse padrão de distribuição, mais comum após a menopausa, dobra o risco de desenvolver as doenças cardiovasculares. A gordura produz substâncias que provocam hipertensão, diabetes e alteração dos índices de colesterol. Conforme o Ministério da Saúde, 47,3% dos homens e 39,5% das mulheres estão com sobrepeso. Confira se você faz parte dessa turma calculando seu IMC (peso dividido pela altura elevada ao quadrado). Ele deve ficar em até 25. E meça sua circunferência abdominal. O melhor para as mulheres é até 80 centímetros.
6. Cigarro
Cerca de 90% das mulheres que enfartam antes dos 50 anos são fumantes. O cigarro causa lesões nas paredes das artérias, que favorecem a fixação das placas de gordura. E assim multiplica por quatro os riscos de ocorrer infarto. Dados do Ministério da Saúde de 2008 indicam que o tabagismo está em baixa no país – entre as mulheres acima de 18 anos caiu de 27% em 1989 para 11,9%; nos homens foi de 43% para 19,1%. Apesar disso, pesquisas do Instituto Nacional do Câncer revelam que as jovens de 13 a 15 anos fumam mais do que os rapazes: 54% delas contra 41% deles. Perigo maior é a associação com pílula anticoncepcional, que eleva o risco às alturas. Ou fuma ou usa contraceptivo”, orienta a cardiologista Elizabeth Alexandre. “Juntar os dois é inadmissível.”
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