Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres
Estrogênio, o protetor
O fato de a mulher permanecer tanto tempo fora do al vo dos cardiologistas tem explicação. Até os anos 1970, havia apenas uma mulher atingida por infarto ou derrame para cada grupo de sete homens. Considerava-se que o sexo feminino estava protegido pelo estrogênio. O hormônio faz bem ao coração ao dificultar a formação de placas de gordura nas artérias e estimular a liberação de substâncias que relaxam os vasos e ajudam a reduzir pressão arterial. Por isso, as doenças coronarianas se manifestam mais tardiamente na mulher. Quando o estrogênio falta, após a menopausa, o risco de haver problemas cardíacos tende aos poucos a empatar com o dos homens. O fim da menstruação assinala “a hora da verdade, como se os maus-tratos acumulados desabas sem sobre o peito de uma só vez”, escrevem os cardiologistas Otavio Gebara e Raul Dias dos Santos no livro Coração de Mulher (revista SAÚDE!/Editora Abril).
Mas há também outra forma de maltratar a saúde e antecipar os problemas do coração: o estilo de vida. Com o ingresso no mercado de trabalho, a mulher ficou muito mais exposta ao cigarro, à dieta gordurosa, ao stress e ao acúmulo de funções profissionais e pessoais – o que enfraqueceu a proteção hormonal. Resultado: hoje, há uma mulher infartada para cada três homens.
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