100 mães e filhas conversam sobre sexo
Como foi com elas?
Das 50 jovens ouvidas pela pesquisa, apenas 20% declararam ter vida sexual. A primeira vez aconteceu em média aos 15 anos. Das dez meninas sexualmente ativas, apenas uma declarou ter se arrependido da primeira transa. Para as demais, a experiência foi satisfatória e, também, segura: somente uma das garotas afirmou não ter usado preservativo. Mais: metade das meninas que já transou usa simultaneamente preservativo e um contraceptivo oral receitado por ginecologista. A maioria relata que o relacionamento não mudou depois da primeira transa e, para algumas, até melhorou; muitas ainda estão com o mesmo parceiro. “Meu namorado continua um amor de pessoa”, afirma Johanne Galvão, 17, de Brasília, que perdeu a virgindade aos 15. “Levei em conta muita coisa que minha mãe disse: se eu estava preparada, se ele me trataria com respeito e não ultrapassaria os meus limites.” Mariana Santos, 17, de Salvador, teve uma experiência diferente. “Mudar, sempre muda um pouquinho”, declara ela, que teve sua primeira vez aos 15 anos e continua namorando o mesmo menino. “O lado bom é que nos tornamos mais íntimos. O ruim é que diminuiu um pouco aquele arrepio que temos quando o namoro está só nos beijos e nos amassos.” Ela toma pílula e usa camisinha em todas as relações, “mas ele já está fazendo pressão para eu deixar de usar”. Opa, perigo à vista. “O uso da camisinha é uma atitude positiva todos os dias”, alerta Marcos Ribeiro. “O amor não imuniza contra doenças. Não se pode vacilar.”
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