100 mães e filhas conversam sobre sexo

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Elas sempre têm uma desculpa para acessar sem autorização os segredos das filhas. “Fiz um perfil no Orkut só para monitorar o dela”, admite uma mãe de Belém. “A gente sabe que elas podem ser abordadas por gente que nem conhecem, inclusive pedófilos.” Para uma entrevistada de Porto Alegre, “não se trata de invasão, e sim de uma medida de segurança, uma proteção que eu, como mãe, preciso promover”. A psicoterapeuta Lúcia Rosenberg, autora de Cordão Mágico – Histórias de Mães e Filhos (Ofício das Palavras), afirma que agir assim “é uma justificativa para encobrir a falta de comunicação entre mães e filhas”. Ela prossegue: Eu perguntaria a essas mães como se sentiriam se a mãe delas tivesse lido seus diários. Eu entendo o medo, viver é mesmo perigoso. Mas, se tivessem preparado os filhos com limites e valores, não precisariam disso”. Lúcia acredita que uma invasão só se sustenta em casos graves de drogas, distúrbios como anorexia e bulimia ou depressão. “Mesmo assim, só depois que a mãe tentou e não conseguiu obter informações de nenhuma outra maneira.” E em relação à pedofilia? “Se a menina tem pelo menos 13 anos, já dá para ler com ela matérias de jornal e conversar seriamente sobre o assunto.”

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Puxando o ASSUNTO As meninas contam

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