Claudia Leitte, as mil faces da deusa do axé
Hoje a sua família está envolvida na administração da sua carreira. Como aconteceu?
Foi natural. Pela própria formação, meu pai passou a cuidar dos contratos e da parte administrativa, com a minha irmã (Flavia, 36). Meu irmão (Cláudio Jr., 26) se tornou o responsável pelo conteúdo de internet. Já minha mãe continuava dando aula em escola pública, mas passou a ter problemas quando a minha carreira deslanchou. Um traficante ficava mandando recado, chamando-a de “mãe do Babado”. Não dava para continuar. Hoje, como minha contadora, ela é tenebrosa. E meu marido, que como meu pai se formou em administração, virou um dos meus três empresários, ao lado dos meus sócios, Marcos e Cal. Se melhorar, estraga.
Como foi o seu reencontro e casamento com uma paixão antiga?
Foi em 2005, quando eu ainda era do Babado Novo e começava a ficar conhecida na Bahia. Um dia, eu estava com três amigas de infância numa creperia de Salvador chorando as mágoas de um antigo namoro. Márcio chamou a minha atenção assim que entrou. Eu ainda não tinha me dado conta de que ele era o mesmo garoto por quem eu tinha sido apaixonada na 6a série, e estava dando mole para mim, mas era monossilábico. No fundo, estava morrendo de medo de que ele me achasse oferecida. Para piorar, alguns dias depois, eu caí quando fui entrar na caminhonete dele. Estava meio “trilili” por ter tomado três taças de vinho. Mal me levantei e já fui avisando que não era oferecida. Ele me respondeu: “E quem disse que eu estou a fim de você?” Aquilo me desmontou. Pouco depois, ele parou num posto de gasolina e me deu o melhor beijo da minha vida. Continuamos conversando pela internet – ele escrevia um diacho de texto perfeito! Brinquei que, para namorar comigo, tinha que assinar um contrato. Ele me respondeu assim: “Prezada cliente, solicito que este seja vitalício”.
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