Taís Araújo é nossa musa da igualdade
Jordânia e França
Quando aceita um papel, é 100% dele. “No começo, nem durmo. Fico nervosa”, revela Taís. Esse stress se traduz numa mania: “ Toda vez que visto uma roupa para gravar, escovo os dentes e passo perfume. Se troco de roupa 20 vezes, repito o ritual 20 vezes”. Ao se apoderar da situação, relaxa – e aí sobressai a competência. Foi assim em junho, quando passou o mês inteiro entre a Jordânia e a França, onde ocorrem as cenas iniciais de Viver a Vida. Em Petra, uma das sete maravilhas do mundo, e no deserto de Wadi Rum, ela atuou muitas vezes em condições áridas. “Todos queriam gravar no deserto. Mas só é bom por dois minutos”, brinca, referindo-se ao calor e ao clima seco. Jayme Monjardim, o diretor, lembra que a atriz, “disciplinada, acordava às 4 da manhã”. Por três dias seguidos, em Petra, ela e a equipe tiveram de subir uma escadaria íngreme, com 3 quilômetros de extensão, para chegar ao monastério El-Deir. “Fiquei impressionado com o talento e o profissionalismo da Taís. Uma atriz que tem essa disponibilidade conta pontos”, assegura Jayme.
Também impressionou os colegas. José Mayer afirma que ela tem alegria de viver e não é do tipo de estrela que se exclui. À noite, terminadas as gravações em Paris, Taís seguiu com a equipe para um restaurante. Como a mesa era boa e o vinho amigo, ela foi ficando. “Quando eu cheguei ao camarim, no dia seguinte bem cedo, Taís já estava a mil por hora, cheia de energia”, recorda. Mayer registra também outra face da parceira: “Ela tem um olhar amoroso sobre os outros. Pessoas assim são companheiras muito agradáveis”.
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