Como se proteger do ataque dos supervírus e das superbactérias

Receita médica

Para evitar abusos, o diretor da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, anunciou em junho que o órgão pretende incluir os antibióticos entre os medicamentos de uso controlado, com recolhimento de dados da receita. A medida ainda precisa ser redigida e submetida a consulta popular, mas os trabalhos já começaram com uma reunião de representantes de sociedades médicas e conselhos de outros profissionais da saúde, que aprovam a iniciativa. Eles criaram uma liga para promover uma campanha pelo uso racional de antibióticos no país. “A população precisa saber que o antibiótico é um medicamento diferenciado e não pode ser adquirido sem receita”, diz Raquel Rizzi, presidente da seção paulista do Conselho de Farmácia. “Campanhas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá possibilitaram a redução de 30% no uso indiscriminado.” De fato, um estudo conduzido em 28 países europeus pela Esac, órgão que investiga o consumo de antimicrobianos, observou que, dos seis países que reduziram o uso (Bélgica, República Checa, Eslováquia, Eslovênia, Suécia e França), quatro haviam implementado programas com esse objetivo específico. Quanto aos antivirais, o principal cuidado adotado pelos órgãos de saúde para evitar a resistência em plena pandemia de gripe suína foi reservar o Tamiflu para os casos mais graves. Até o fechamento desta edição, a taxa de letalidade se equiparava à da gripe comum. O novo vírus se mostrava estável, e os temores dos cientistas (de se misturar geneticamente ao vírus da gripe aviária ou ao da gripe comum, dando origem a uma variação mais letal) não haviam se confirmado.

Mesmo assim, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, recomenda cautela: Constantes mutações são o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiológico e, como todos os vírus de gripe, o H1N1 tem o fator-surpresa ao seu lado”. Por essas e outras razões, convém não vacilar. Se tiver dúvidas, consulte os canais oferecidos pelo Ministério da Saúde: Disque Saúde (0800 61 1997) e o site www.saude.gov.br, onde há um link para o hotsite sobre o tema.

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Receita médica
Cuide-se 15 atitudes em prol da sua saúde
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