Nem toda doença tem causa psicológica

Parecia síndrome do pânico

"Acordei de madrugada com o coração disparado e dificuldade para respirar como se alguém estivesse me enforcando. Fui ao médico, fiz exames cardiológicos e tudo estava normal”, conta a advogada carioca Daniela Oliveira, 38 anos. “Um mês depois, a terrível sensação voltou. Fui parar no pronto-socorro. Desde então, a taquicardia começou a se repetir quando eu menos esperava. Como meu ritmo de trabalho era intenso, eu estava me separando do marido e tinha um filho de 1 ano, os médicos diziam que era síndrome do pânico e me davam ansiolíticos. Cada um aumentava a dose do remédio, sem melhora. Tinha medo de sair à rua, passar mal e não ter a quem pedir socorro. Até que um amigo me recomendou um especialista em arritmia cardíaca. Ele indicou um exame com cateter para avaliar a atividade do meu coração. Em caso de anomalia, uma veia aberta, por exemplo, faria a cauterização no ato. Na data marcada, o plano de saúde me avisou que não pagaria o procedimento. Entrei com liminar e fiz assim mesmo. O médico detectou uma anomalia e curou na hora. Nunca mais tive nada. Como eu tomava doses cavalares de ansiolíticos, precisei reduzir aos poucos. Em dois meses, eu estava livre de tudo. Passei dois anos sofrendo e sendo tratada de maneira equivocada.”

VEJA NESTA REPORTAGEM

Foto Christian Parente/Modelo Fernanda Tobar, Ten/Maquiagem Alê Tierni, Glloss

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