Operação tapa-buraco: como se livrar de vez das dívidas

Caso 2

A família
Quem é Carol*, 25 anos, solteira, sem filhos. Trabalha numa empresa de comércio exterior e vive em São Paulo.

A renda
Seu salário líquido é de 1,8 mil reais. Mora com os pais e não contribui para as despesas da casa.

Quanto gasta
Sai uma vez por semana, para baladas em que não gasta nada ou gasta pouco, rachando gasolina com amigos. Tem um celular pós-pago com plano de 60 reais, mas sua conta gira em torno de 120 por mês. Gasta cerca de 150 reais mensais com gasolina e 200 reais de estacionamento no local de trabalho. O carro é financiado, mas o pai assumiu as parcelas. Frequenta academia e contratou um plano anual, pagando 140 reais por mês.

A dívida
Começou a se endividar há cerca de dois anos, durante um namoro conturbado. Cada nova briga com o namorado era uma desculpa para mais compras. A relação terminou, mas as dívidas permaneceram. O maior credor é uma financeira, a quem deve cerca de 11 mil reais. Deve 5,5 mil reais a dois bancos; tem outro empréstimo pessoal num terceiro banco, mas, como é conta-salário, a prestação vem descontada no contracheque e consome 80% do pagamento. Precisa pagar 600 reais a uma loja de departa mentos. Carol tem um cartão de crédito, mas está em dia. Não dá cheques porque seu nome consta da lista de devedores.

O que já foi feito
Carol tentou negociar com seus credores, mas, como não tem nada a oferecer, desistiu. Quis melhorar a renda vendendo produtos de beleza, mas não se deu bem. O próximo plano é fazer um curso de design de sobrancelhas. Pretende exercer a nova profissão no ambiente de trabalho, cobrando menos do que um salão.

LEIA NESTA REPORGATEM
Caso 1: a família se endividou gastando mais do que entrava
Caso 2: toda vez que brigava com o namorado, ia às compras. A relação terminou, mas as dívidas permaneceram.
Caso 3: o casal está pendurado no cheque especial
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