Aprenda os códigos da linguagem virtual e entenda melhor seu filho

Conhecer para monitorar

Tomaz usa senha própria: Conheço o filho que tenho”, diz a mãe, Monica
Cada família busca o melhor jeito de lidar com os riscos embutidos no mundo das novas tecnologias. A dermatologista Mônica Aribi Fiszbaum, 47 anos, acredita no poder do diálogo e procura participar intensamente da rotina do filho, Tomaz, 17 anos. O garoto tem computador no quarto e usa uma senha pessoal para acessar os conteúdos, o que lhe garante total privacidade. “Nós convivemos bastante, o que acho fundamental. Então, sei quais são os interesses dele, conheço o filho que tenho. Quando percebo que é o momento de intervir e conversar, faço isso.” Qualquer que seja a estratégia escolhida – dialogar, instalar filtros que bloqueiam conteúdos, navegar nos mesmos sites que os filhos –, o importante é criar limites. O desafio para os pais é estabelecer a justa medida entre o respeito ao espaço particular e a restrição aos acessos e interações virtuais. “Meu filho é da minha responsabilidade pedagógica, amorosa e afetiva”, lembra o filósofo e educador Mario Sergio Cortella. “Ele pode ter sua privacidade, mas as pessoas com quem faz contato e as pontes que lança sobre o mundo também devem ser o território do meu cuidado.” É interessante que os pais visitem as redes sociais de que os filhos fazem parte, observando as comunidades em que se integram, os recados deixados pelos amigos, as fotos publicadas e até os colegas que ele adicionou, tentando conhecer, na medida do possível, a procedência desses contatos. As páginas são públicas e, por isso mesmo, não há mal nenhum em visitá-las. Também é imprescindível indagar sobre os amigos com quem conversam nos programas de mensagem instantânea. Freqüente a página do Orkut de seu filho e siga os links para os amigos dele”, orienta Adelize Generini de Oliveira, autora do livro GUIA PARA PROTEGER SEU FILHO NA INTERNET (EDITORA RELATIVA). “Se seu filho tem um blog, leia-o periodicamente, assim como o dos amigos. Coloque o nome do adolescente e dos principais colegas no Google para ver se há algum site já listado pelo programa em que seu filho aparece de forma perigosa.” O acesso à internet também pode ser monitorado por softwares específicos e algumas páginas podem ser previamente bloqueadas. O histórico de sites que o filho acessou fica gravado no computador e é possível fazer a consulta a qualquer tempo.

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