Aprenda os códigos da linguagem virtual e entenda melhor seu filho

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Nilza e as gêmeas Gabriela (de azul) e Isabela: a mãe não tem Orkut, mas pergunta tudo
Para a massoterapeuta Anna Mirtes Magalhães, 42 anos, de São Paulo, conversar com a filha, Gabrielle Quandt de Freitas, 17, por MSN virou rotina. No começo, Anna pediu ajuda à garota e sofreu um bocado. “De tentativa em tentativa, consegui entender cada um dos programas que ela usa e hoje participo de tudo”, diz. Mesmo sem ter perfil no Orkut e sem acessar os programas de mensagem instantânea, a administradora de empresas Nilza Reple, 48 anos, de São Paulo, pede para ver os recados e as fotos que suas filhas gêmeas Isabela e Gabriela, 13 anos, postam no Orkut. Ela também pergunta quem são os amigos adicionados na rede social delas. “Não tenho paciência para participar dessas redes, mas faço questão de saber como minhas filhas estão utilizando essas ferramentas”, diz.

Os níveis de interação com a tecnologia variam, mas os especialistas são unânimes em afirmar que ter algum conhecimento sobre os principais programas e sites acessados pelos filhos é fundamental. “Até mesmo a falta de habilidade dos pais serve como gancho para uma interação maior. A mãe pode pedir ajuda ao filho e, assim, abrir espaços de interação, compartilhando experiências. O exercício traz ganhos para todos”, afirma a psicopedagoga Maria Irene Maluf, de São Paulo. Também para a educadora Beatriz Corso Magdalena, de Porto Alegre, é preciso encarar sem preconceito as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais. “A grande vantagem delas é a possibilidade de construir uma rede de pessoas que pensam, trabalham e crescem cognitivamente juntas.”

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