As muitas formas do pensar

O bebê possui múltiplos talentos e cada um deles está ligado a um tipo de inteligência. O importante é dar oportunidades ao pequeno de desenvolver todos os seus potenciais

Foto Karine Basilio | Modelo Thais Dotti, baby

Ser craque nas matérias de escola é, sim, uma questão de inteligência. Ninguém nunca questionou isso e, durante muito tempo, um boletim recheado de notas boas e um resultado alto em um teste de QI eram os únicos medidores inquestionáveis da capacidade intelectual de uma pessoa. Já não é mais assim. Os pesquisadores vêm descobrindo que as atividades cerebrais são muito mais complexas e variadas do que se acreditava.

“O Ronaldinho, jogador da seleção brasileira, por exemplo, talvez não tenha sido um bom aluno, mas sem dúvida tem um toque de genialidade. Tanto que utilizou bem as suas habilidades para se destacar”, exemplifica o neurologista Erasmo Casella, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Não se trata de uma opinião isolada. A cada dia cresce o número de pesquisadores adeptos da tese de que a inteligência não se resume à capacidade de resolver equações complicadas e memorizar dados.

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