O poder transformador da educação
Ela vem antes do progresso e é fundamental para que ele aconteça. É o que mostra a trajetória de países como Coréia do Sul, China e Espanha. O Brasil começou tarde a se preocupar com o tema – e na era da tecnologia e do conhecimento corre atrás do prejuízo. Há muito a fazer e é preciso fazer já
Paulo de Camargo| Foto ilustração Nelson Eufracio; Foto Carlos Cubi
O que têm em comum países tão diferentes como Finlândia, Coréia e Espanha? Não são os costumes nem a localização. O que os aproxima hoje é a prioridade absoluta que dão à educação. São bons exemplos de uma transformação radical no cenário econômico mundial ao longo das últimas décadas: a revolução provocada pela educação. Esse trio pôs em prática uma nova cartilha de políticas educacionais contínuas (os governos mudam, mas não o compromisso de mantê-las) e focadas: passaram a selecionar com mais rigor os professores, reformaram as leis educacionais e ampliaram o tempo de permanência na sala de aula. Como fruto disso, os três colhem intenso desenvolvimento social. A competição econômica, a globalização e o surgimento de uma civilização baseada no conhecimento fazem com que o papel fundamental da educação saia do plano da retórica, circule nos gabinetes de governo, invada as rodas de empresários e passe a integrar a agenda de todo cidadão.
Basta pensar no que vem acontecendo em nossas próprias casas. De repente, siglas como Enem, Pisa, Ideb e MBA passaram a fazer parte do planejamento do futuro dos filhos. Embora uma pesquisa realizada em 2006 pelo Ibope indique que a educação é apenas a sétima preocupação do brasileiro, atrás de drogas e desemprego, convém ficar de olho: em breve, estará entre as primeiras. O país começa a despertar para essa nova corrida do ouro.
| Visite o site Educar para Crescer |





