Dia dos pais

Carlos e seus dois filhosA doçura do guerreiro
Ao me tornar pai, descobri o amor em estado bruto: ele veio vestido de Marina e Gael. Vou ensinar aos meus filhos que os homens choram. Afinal, comecei a chorar assim que minha mulher, Rita, confirmou a primeira gravidez: estava no bar com os amigos e comemorei com uma rodada de chope. Sou do tipo que troca fraldas, dá banho, põe para dormir. Divido todas as tarefas lá em casa. Só não posso amamentar porque sou homem, mas adoraria. Minha preocupação com o planeta aumentou muito depois que as crianças nasceram. Adoro ver a Marina colocando o lixo no lixo: ela é incapaz de jogar alguma coisa na rua. E tenho muitos planos para o Gael: vamos jogar bola juntos, quero levá-lo ao Maracanã e vou mostrar a ele que os meninos podem demonstrar seus sentimentos. Meu maior compromisso é criar bem os dois para que sejam pessoas honestas, de caráter. Desejo oferecer mais compreensão
do que repreensão. Educar é cansativo, exige carinho e paciência – confio em dar bons exemplos e dialogar sempre. Era assim na minha casa. Meu pai é maravilhoso, me ajudou a ser o homem que sou – trabalhador, determinado e guerreiro, como ele. Mas o coroa era o típico pai provedor, não ajudava a minha mãe, achava que cuidar de criança era função de mulher. Eu coloco a mão na massa. Quero que meus filhos tenham orgulho de mim.
CARLOS FREDERICO DE MELO SILVA, 35 ANOS, GERENTE IMOBILIÁRIO, CASADO, PAI DE MARINA, 2 ANOS E MEIO, E GAEL, 4 MESES

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