Especial Dinheiro

A psicoterapeuta Lana Harari fala sobre a relação da mulher com o dinheiro

 Foto, arquivo pessoal

Lana HarariComo nossos pais

O que o dinheiro representava para eles tem tudo a ver com o que significa para nós. E pode estar aí o nó das nossas dificuldades financeiras. Vale a pena visitar o passado e investigar a nossa história financeira, assegura a psicoterapeuta

Somos profundamente influenciados pelos “modelos de dinheiro” de nossos pais. Na infância, vimos nossos pais e outras pessoas significativas da família (a avó com quem convivemos, o tio rico, o primo distante necessitado de ajuda) cultivar certas crenças e atitudes com relação a ganhar, gastar, guardar e doar dinheiro. E essas atitudes deles são fruto, por sua vez, da influência de um mundo que já existia antes deles.

Não temos o costume de conversar sobre dinheiro na família, de maneira filosófica ou educativa. Assim, vamos formando uma programação mental baseada no que vimos acontecer. Atualmente, crescemos sem educação financeira, analfabetos nas questões econômicas, já que nem nossos pais nem a escola nem a faculdade (que, teoricamente, nos prepara para entrar no mercado de trabalho) nos ensinam a lidar com dinheiro. Porém, quando nos tornamos adultos, o mundo espera que sejamos capazes de administrar nossa vida financeira naturalmente, porque dinheiro é como trabalho, afetividade, sexo: um aspecto da vida com o qual todos têm que se relacionar, mais cedo ou mais tarde.

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