SEX AND THE CITY: o retrato de uma época sai da TV para o cinema

O quarteto adorável da série mais feminina de todos os tempos promete repetir na telona o sucesso retumbante da televisão. Por que será que nos identificamos tanto com as personagens? Veja o que dizem os especialistas, as protagonistas e divirta-se com o teste que aponta com qual das mulheres do seriado você mais se parece

Aydano André Motta | Entrevistas Ana Lígia Sampaio | Fotos divulgação

imagem das protagonistas do filme sex and the cityAo sabor de um Cosmopolitan, do alto de estiletos Jimmy Choo, bolsa Prada a tiracolo e, sobretudo, envoltas pelas delícias da metrópole mais sedutora do planeta... quem haverá de resistir? O mundo feminino pode não se livrar de angústias e incertezas, tampouco decifrar a eterna equação chamada homem, mas tudo parece muito mais charmoso na lógica de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), as protagonistas de SEX AND THE CITY – agora em formato tela grande, filme previsto para chegar ao Brasil em 6 de junho.

Baseado no livro homônimo (lançado no Brasil pela Record) de Candace Bushnell, escrito a partir do sucesso das colunas que ela publicou nos anos 90 num jornal de Nova York, o seriado manteve, em seis temporadas, um padrão de qualidade acima da média da televisão. Um programa bem feminino: oferecia surpresas em cada um dos seus 94 episódios, mas, para entender, exigia sensibilidade e inteligência. Não foi fácil, nunca será.

Para a psicanalista e sexóloga Regina exigia sensibilidade e inteligência. Não foi fácil, nunca será. Para a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, a fascinação nasce da quebra dos preconceitos e da forte amizade das quatro personagens. “Elas são contemporâneas, enfatizam a importância da sexualidade numa visão atual, com novidades como o uso de vibradores”, completa. “E as tramas são divertidas, atraem a identificação de todas as mulheres.” A crítica vem da busca pelo príncipe encantado. Contesto a obrigatoriedade do par amoroso. As pessoas gostam de ver e de viver histórias de amor, mas têm que desenvolver a capacidade de ficarem bem sozinhas”, opina.

E não há grande diferença entre Carries, Mirandas, Samanthas e Charlottes americanas e brasileiras. “A cultura ocidental é uma só, com pequenas nuances”, aponta Regina. “Em Nova York e no Rio de Janeiro, as mulheres são mais liberadas do que em Utah ou em Goiás. Mas a mentalidade ocidental é toda judaico-cristã e crê na busca da alma gêmea”, analisa.

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