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O poder do acolhimento

Os professores da Escola Isaac Schraiber conhecem praticamente todos os alunos pelo nome – e olhe que são cerca de 1,5 mil, de 12 a 60 anos (a escola oferece educação para adultos à noite). “Sabemos que a mãe de fulano está doente, que o beltrano quer fazer um curso técnico em tal lugar”, conta Edilamar Caoneto. Na Escola Amorim Lima, cada professor – e a diretora também – é responsável por um grupo de até 18 alunos. Os tutores, como são chamados, acompanham os progressos, alertam para as deficiências e ajudam a organizar melhor o tempo de estudo. Gisele Rodrigues Bueno, aluna do 8º ano, tem a mesma tutora desde o 5º ano, quando a escola implantou o atual método de ensino. “Ela sabe tudo sobre mim”, conta. Para o diretor do Colégio Santa Cruz, Luiz Eduardo Magalhães, “cresceu o papel do educador fora da sala de aula”.

A boa escola também ensina a pedir ajuda e acolhe o erro. “O lugar para cometer erros é a escola, onde as conseqüências não são drásticas”, afirma o professor Fredric Litto, da USP. “Lá ele pode tentar, errar, tentar de novo, acertar. A solução oferecida como prato feito não ensina o aluno a pensar.”

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