Para viver um grande amor, você precisa...
A felicidade amorosa não tem receita, mas alguns ingredientes são fundamentais para o romance dar certo. Quatro casais revelam como construíram suas relações maduras e profundas
por Déborah de Paula Souza | foto Karine Basilio
...ser companheiro
Marina Verdini, 28 anos, professora de ginástica, e Rafael Campos, 27 anos, empresário. Os dois são bicampeões brasileiros de corrida de aventuras. Moram juntos há três anos e inauguram este mês uma escola de aventuras
Marina - Eu e o Rafa somos uma equipe. Participamos juntos de provas de corrida de aventuras, que incluem natação, remo, mountain bike, trekking, escalada, rapel... O interesse em comum pelo esporte fortalece a nossa ligação, porque um entende o que o outro sente: comemoramos vitórias nas ilhas Fiji, perdemos o fôlego vendo a Lua nascer numa corredeira da Amazônia e choramos na frente da TV no dia em que a Daiane dos Santos ganhou o campeonato. Nossa sinergia é de corpo e alma, embora, no dia-a-dia, a gente exerça atividades diferentes - eu dou aula em academia e ele atua no setor de recursos humanos. Para mim, o companheirismo vai além da paixão pelo esporte - é acalentar também projetos em comum. Nós queremos construir uma família e estamos realizando um sonho abrindo nossa escola de aventuras.
Rafael - O esporte nos ajudou a estabelecer uma parceria de verdade. Nas competições, atuamos sob stress e aprendemos coisas úteis para qualquer casal, como jamais brigar em situações de tensão, não insistir em resolver tudo na hora, aceitar os limites e identificar as ocasiões em que é necessário ceder ou ajudar o outro. No início, a Marina era mais briguenta, mas amansou com as provas, que são um exercício de tolerância. Ela é uma grande companheira, dorme comigo em barracas, passa vários dias coberta de lama... Por causa disso, ficamos felizes com coisas básicas, como um banho quente, uma cama ou um jantar servido com talheres.




