Menos expectativas, mais amor
"Príncipe encantado não existe! É isso o que a gente tem de pôr na cabeça para encontrar o amor. O que existe é alguém que sabe lidar com os tropeços de uma relação, entende quando o outro acordou de mau humor e está disposto a conversar para resolver uma situação. Brigas e desavenças sempre existirão, mas, quando se tem respeito pelo parceiro e pela relação, aprende-se a abrir mão de algumas expectativas para lidar com uma pessoa real."
Marta Pereira, florista, 43 anos, casada há 12
Amplo campo de visão
"Meus pais sempre incentivaram o convívio com pessoas bem-sucedidas. Até aí tudo bem. O problema é que passei a me preocupar demais com esse tipo de coisa. Assim, reduzia meu campo de busca e não era feliz. Quando mudei de cidade, comecei a namorar um arquiteto que faz teatro amador. Ele não tem emprego. Por não esperar nada dele, conheci a alegria e me sinto completa. Pela primeira vez, viver sem regras fez sentido."
Luciana Martins, administradora, 38 anos, namora há três
De coração aberto
"Namorei um mulherengo por cinco anos. Sofria demais e não tinha coragem para sair fora. A relação acabou por iniciativa dele. Durante dois anos, me fechei para qualquer tipo de envolvimento. Associava homens a mágoas e, inconscientemente, me tornei indisponível. Recusava qualquer convite. Cheguei a acreditar que nunca arrumaria um namorado. Minha mãe comentava que eu parecia uma velha trancada dentro de casa. De tanto ela insistir, comecei a dar atenção à minha vida social. No início, saí com pessoas que não tinham nada a ver comigo. Depois de uns seis meses, conheci o Bernardo. Aos poucos, ele me fez baixar a guarda e tentar ser feliz. Então percebi que é o nosso estado de espírito que abre portas."
Isabela Rosado, professora primária, 35 anos, namora há cinco
Bons amigos, bom começo
"Conheci o Pedro cinco anos antes de começarmos a namorar. Esse início, como amigos, foi essencial para chegarmos até aqui. O relacionamento cresceu baseado em carinho, lealdade e respeito. Nada de joguinhos. Achar que você vai encontrar um namorado numa casa noturna é a maior roubada. Nesses lugares, os homens querem mesmo é se divertir."
Dannielle Marjorie, advogada, 27 anos, casada há um
Relação sem amarras
"Para mim, a chave da felicidade amorosa é a liberdade. Sempre incentivei meu marido a sair ou a jogar futebol com os amigos. Ele é livre para se divertir e isso faz com que não se sinta preso a mim. Claro que não sou cega e fico atenta. Mas essa postura me permite notar qualquer movimento diferente com mais facilidade do que uma mulher ciumenta. Quando controlamos demais, eles aprendem a nos enganar nas mínimas coisas."
Elisa Monteiro, promotora de eventos, 29 anos, casada há dois
Mulher acima de tudo
"No meu primeiro casamento, me transformei em mãe do meu marido. Cuidei demais - perguntava até se ele estava levando casaco quando saía de casa. Foi um grande erro. Agora, com meu namorado, minha postura é de mulher. E é assim que ele me vê. Continuo acreditando em carinho, mas de outra forma. O homem quer uma companheira, uma cúmplice. Mãe, ele já tem. Precisa de alguém para caminhar ao seu lado. Com isso, os dois se respeitam. A relação muda de patamar, amadurece. Até a vida sexual ganha: a chama permanece acesa."
Tatiana Ferreira, artista plástica, 40 anos, namora há dois e meio
Boa de negociação
"Quando somos adolescentes, acreditamos que a máxima dos contos de fada "viveram felizes para sempre" é só uma questão de tempo, que um dia todas nós chegaremos lá. Com o passar dos anos, descobrimos que é preciso muito jogo de cintura, bom humor e inteligência para driblar as dificuldades da convivência diária. Meu marido tem várias características que me encantam. Há também coisas que me tiram do eixo, como o vício por jogos de computador. Já tivemos brigas homéricas por esse motivo, mas aprendi a lidar com a situação da melhor forma possível. Negociei horários para ele jogar e, nesse período, faço algo que me agrada, como ir ao shopping ou ver um filme água-com-açúcar."
Kika Pena, administradora, 30 anos, casada há três
Problema com hora para acabar
"Meu marido e eu temos histórias de vida muito diferentes: eu vim de uma família grande, barulhenta; ele é filho único, teve uma criação rígida. Para evitarmos conflitos, fizemos um trato: é proibido falar de um problema que aconteceu há mais de três meses. Nos damos esse prazo para resolver o que for necessário. Funciona muito bem, pois não perdemos o foco da discussão nem remoemos coisas do passado."
Gabriela Nakagawa, arquiteta, 30 anos, casada há quatro
Em pé de igualdade
"Fui muito namoradeira e emendava um relacionamento no outro - todos com as pessoas erradas. Eu escolhia caras prepotentes e vivia em função deles. Obviamente, nunca dava certo, pois no fundo não aceitava ser coadjuvante nem girar ao redor de alguém. Só me desvencilhei desse padrão quando parei de procurar a minha metade em todos os lugares. Encontrei o Élder por acaso, na minha escola de música. Com ele, consigo ser eu mesma. Não preciso pensar em tudo o que vou falar. Somos igualmente importantes na relação. A forma como me coloco faz toda a diferença: não sou mais um satélite em torno de um homem."
Luciana Reis, bióloga, 32 anos, casada há um
Nós acima do eu
"Flávio e eu temos gostos e interesses muito parecidos, mas funcionamos de maneira totalmente diferente. Ele é pontualíssimo. Eu vivo atrasada. Ele confere o extrato bancário. Eu acho isso superinusitado. A maneira de cada um fazer as coisas deixa o outro louco da vida. Nessas horas, o stress e as brigas são inevitáveis, mas procuramos um equilíbrio e damos duro para ficarmos juntos. Aos poucos, estou aprendendo a colocar o "nós" acima do "eu". Afinal, às vezes, engolir sapo é preciso; fazer programa chato é necessário; ficar contrariada é do jogo. O grande barato é fazer tudo isso por opção, porque achamos que vale a pena!"
Roberta Mello, tradutora, 29 anos, namora há quatro
O valor das pequenas coisas
"Não acredito em homens perfeitos, mas tenho certeza que encontrei o homem perfeito para mim. Ele tem vários defeitinhos: não dispensa o futebol, esquece as meias no sofá, tem momentos de extremo mau humor, implica com a novela e reclama dos meus decotes. Mas também é capaz de gestos delicados, como me dar um sapato de presente apesar de não entender como posso precisar de mais um par, picar cebola para mim usando óculos de natação para não chorar e adorar qualquer coisa que eu faça na cozinha. É tudo muito simples. O fundamental é não se agarrar aos problemas e sim pensar em resolvê-los, não sofrer com a parte chata nem esperar grandes gestos. Vale perceber as coisas pequenas que são realmente bacanas e valorizá-las."
Raquel Gouveia, advogada, 28 anos, casada há nove meses
4 comentário(s) de 4
Comentado em 15.12.2012 às 23:08 por António conçeição:
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Comentado em 25.01.2012 às 23:11 por Sandra Maria Ferreira:
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Comentado em 25.01.2012 às 21:58 por Carla :
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Comentado em 12.11.2011 às 19:44 por Jayldha:
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