Rio de Janeiro: os encantos da cidade que tem o melhor carnaval do mundo

Da praia às noites da Lapa, dos passeios bucólicos no Jardim Botânico às aventuras numa asa-delta, do sambódromo aos blocos de rua, o Rio é o o melhor destino nessa época

Vera Gudin em 17.12.2009
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A vista do Pão de Açúcar a partir do Mirante Dona Marta

(getty-iStockphoto)

Desde que foi eleito para sediar a Olimpíada de 2016, em outubro de 2009, o Rio de Janeiro concentra as atenções do mundo. Para os brasileiros – em especial os cariocas –, foi uma injeção de autoestima. Justiça seja feita: mesmo com todas as suas mazelas, o Rio sempre esteve sob os holofotes. No país, é a capital que mais recebe turistas estrangeiros. E, em novembro de 2009, a cidade foi considerada o melhor destino da América do Sul pelo World Travel Awards, um dos importantes prêmios internacionais do setor. As paisagens deslumbrantes, fruto de uma geografia privilegiadíssima, recortada pelo mar e pela montanha, e as praias imortalizadas em prosa e verso não são os únicos atrativos. A vida cultural é pródiga, a noite fervilha em endereços descolados, há restaurantes de cozinha internacional para todos os paladares, eventos esportivos e musicais ao ar livre, hotéis sofisticados e muito charme, inquietude, dias de sol e de luz, calor, pernocas à mostra, maresia, modismos, samba, bossa nova, black music, rap, rock’n’roll...

É uma cidade descontraída e sem tabus. De vanguarda, mas que ajuda a contar a história do Brasil por meio de suas construções seculares. É pop, pois promove com competência duas festas eletrizantes que ar rebanham multidões: o réveillon e o Carnaval. É ainda a segunda cidade brasileira que mais realiza congressos internacionais, segundo o International Congress and Convention Association. E também a que mais agrada ao público dos cruzeiros.

Achou pouco? O Rio tem o Maracanã, maior estádio do país; a bênção generosa do Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo moderno; e a maior floresta urbana do planeta, a da Tijuca. Amealha, ainda, tí tulos, como o de melhor destino gay e o da cidade mais cordial da face da Terra! Doa a quem doer, o Rio de Janeiro continua lindo, como na canção de Gil. É jus tamente pelos contrastes e ecletismo que ele desperta encantamento nos seus 6 milhões de habitantes, distribuídos numa área de 1 224,56 quilômetros quadrados.

Cristo Redentor: impossível ir ao Rio e não passar por ele

Visitar o Rio e não conhecer o Cristo Redentor é como ir a Roma e não ver o papa. A vista – em 360 graus – é a melhor forma de entender a geografia da cidade. Nesse “mapa tridimensional”, ela se revela sem pudores. Está tudo lá: as praias da zona sul, a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Baía de Guanabara, o Maracanã e demais ícones cariocas. A estátua, inaugurada em 12 de outubro de 1931, é uma atração à parte: tem 38 metros e fica no topo do Morro do Corcovado, que tem 710 metros. Para evitar longas filas, o ideal é visitar o monumento durante a semana e, rumo ao Cristo, pegar o centenário trenzinho (estação na rua Cosme Velho, 513, tel. 21/2558 1329) que percorre a Estrada de Ferro Corcovado, inaugurada em 1884 por dom Pedro II. O passeio atravessa a Mata Atlântica por 17 prazerosos minutos. Um alento: desde 2002, quando foram implantados três elevadores panorâmicos e quatro escadas rolantes, não é mais necessário subir os 220 degraus que dão acesso ao pé da estátua. Aleluia!

O Pão de Açúcar (estação na avenida Pasteur, 520, Urca, tel. 21/2461 2700), com seus imponentes 396 metros de altura, também não pode ficar de fora. O passeio tem escala no Morro da Urca. A visão, que privilegia a zona sul, também é deslumbrante. De volta ao solo, confira o Caminho Cláudio Coutinho, uma pista de 1 250 metros que serpenteia o costão do Morro da Urca, com vista também para a Praia Vermelha.

Aproveite para passear pela Urca, bairro bucólico e nobre da cidade. E dê uma de carioca: nas imediações da Fortaleza de São João, tente achar um lugar na disputadíssima murada que margeia a Baía de Guanabara e aprecie a vista saboreando um dos petiscos do Bar e Restaurante Urca (rua Cândido Gaffrée, 205, tel. 21/2295 8744) – ele tem cara de pé sujo, mas a comida é de primeira qualidade. Há ótimos pratos de pescados, como a caldeirada de frutos do mar.

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