Nos últimos anos, o pilates foi uma das atividades físicas que mais atraíram adeptos no mundo. Em 2001, eram 2,5 milhões de praticantes; hoje, mais de 9 milhões. Essa ascensão revela um novo conceito de saúde e bem-estar. “Cada vez mais as pessoas buscam atividades que fazem bem ao corpo e à mente, sem o ambiente competitivo da academia”, acredita Claudia Rosa, proprietária do estúdio Galeria Pilates, em São Paulo. Segundo ela, o espaço intimista típico das salas de pilates, onde as alunas não precisam se preocupar tanto com a aparência, faz com que elas prestem mais atenção em si mesmas. A jornalista Ana Flávia Matos, 39 anos, concorda. “Pratico a modalidade há três anos e, de lá para cá, controlei o stress e a ansiedade. Faço os exercícios descalça, sentindo o movimento, e com roupas confortáveis. A atmosfera tranquila relaxa e me ajuda a progredir na técnica”, conta. Em geral, as sessões são feitas em grupos de no máximo três pessoas, sob supervisão do professor. “Realizar os movimentos com um profissional ao lado dá mais segurança”, afirma a advogada Valéria Zago, 39 anos, que superou cólicas e enxaqueca graças ao pilates.
Tudo é novidade
No pilates, cada aula é uma pequena surpresa. “As séries não se repetem. Isso cria expectativa e não deixa a aula monótona”, avalia a fisioterapeuta Camila Lazzarini, da clínica Equilibria, em São Paulo, lembrando que a grande variedade de movimentos (mais de 500, segundo ela) também contribui para o comprometimento dos alunos. A fim de diversificar ainda mais a atividade, a rede de academias Bio Ritmo acaba de lançar no Brasil a XTend, modalidade que mistura pilates e balé em uma mesma sessão. “Ao incluir a dança, você trabalha com o imaginário das mulheres e torna a aula mais lúdica”, afirma a professora americana Stefanie Ellis, principal nome da atividade nos Estados Unidos. No novo método, muitos dos movimentos são feitos na ponta dos pés e na clássica barra de balé, exigindo ainda mais equilíbrio, flexibilidade e condicionamento físico. “As alunas saem das aulas se sentindo mais femininas”, revela Stefanie.
Corpo desenhado
Realizado no solo, com uma fit ball, ou em aparelhos com molas de diferentes tensões, o pilates usa o peso do próprio corpo em vez de pesinhos e caneleiras e tem como princípio a sustentação por meio da força abdominal, resultado de muita concentração e respiração profunda e ritmada. “A atividade garante músculos tonificados, postura alinhada, flexibilidade e consciência corporal”, enumera Claudia Rosa. Um estudo feito pela Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, ainda descobriu que o alongamento, bastante comum nessa técnica, também ajuda a aumentar a massa muscular. “Faço pilates logo pela manhã e fico com a energia a mil. É um cansaço diferente, que gera prazer e bem-estar, e não exaustão”, comenta a designer gráfica Renata Passarelli, 37 anos. Segundo Camila, essa sensação contribui para que as mulheres não abandonem o exercício e, a longo prazo, funciona como uma injeção de autoestima. Conhecendo melhor o próprio corpo, elas passam a se gostar mais e a sentir vontade de cuidar de si mesmas”, garante a fisioterapeuta. Ana Flávia, Valéria e Renata concordam: Aos poucos, o pilates passa a fazer parte do seu dia a dia. Sem perceber, você se pega corrigindo a postura na cadeira do trabalho, redobrando a atenção na respiração e até mesmo optando por alimentos mais saudáveis.”
Produção Gabriela Arantes/Cabelo e maquiagem Kiko de Lima e Ricardo Vieira (assistente), ambos da Glloss/Modelo Tahiana Vieira, Mega/Biquínis, Loér, Adriana Degreas e Clube Bossa; top, Track & Field; hot pants e macacão, Mulher Elástica; óculos, Roberto Cavalli para Marcolin/Aparelho Gyrotonic/Fotos realizadas no Spa Cidade Jardim, na academia Reebok Cidade Jardim e na Academia de Pilates Flavia Lèbre/Reebok, em São Paulo
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