Unha encravada
É hereditária, comum em quem tem dedos gordinhos e abusa de sapatos de bico fino, e se agrava quando se corta o canto das unhas – elas podem crescer para o lado e entrar na pele. “Mantenha a unha quadrada e coloque entre ela e a pele um pedaço de algodão fino besuntado com antibiótico em creme para obrigá-la a crescer paralela às bordas do dedo”, ensina a dermatologista Raquel Machado, de São Paulo.
O ataque
O médico deve prescrever um antibiótico oral por cerca de um mês. Já o podólogo vai indicar a órtese – suporte de metal, elástico ou acrílico, parecido com um aparelho ortodôntico, que fica encaixado nas laterais da unha para tracioná-la e corrigir o crescimento. “A colocação do acessório não é dolorida, mas pode causar desconforto no início, dando a sensação de pressão na unha. A retirada é feita depois de três meses”, diz a podóloga Sheila Oliveira, da Artisalus, em São Paulo. Em casos mais graves, a solução é fazer a onicoplastia, uma microcirurgia. “O cirurgião dermatológico remove o canto da unha e a parte alta da pele. O procedimento é realizado no consultório com anestesia local. É preciso tirar um dia de folga do trabalho e ficar com os pés para cima. Os pontos, cerca de três, são retirados após uma semana. Os sapatos fechados estão liberados a partir do décimo dia”, explica Raquel.
Micose
De unha ou de pé? A primeira deixa a unha grossa, torta e escura e pode evoluir para a segunda, que provoca descamação e coceira. Causadas por fungos ou bactérias que proliferam em lugares quentes e úmidos, são contagiosas. Para prevenir o problema, evite andar descalça no vestiário da academia, na praia ou na piscina, não compartilhe seu kit de manicure e mantenha os pés secos. “Use meias de algodão, e não de náilon, e substitua a toalha pelo secador de cabelo com jato frio, que alcança os cantos escondidos entre os dedos”, ensina a dermatologista Carolina Ferolla, de São Paulo.
O ataque
“Costumo receitar um creme formulado com 2% de cetoconazol, um antimicótico, para ser aplicado duas vezes ao dia por um mês”, afirma a dermatologista Marcela Studart, do Rio de Janeiro. Mas o seu médico deve lhe indicar a melhor formulação. Já a transpiração excessiva pode ser controlada com um aparelho doméstico de iontoforese, cuja corrente elétrica contrai as glândulas sudoríparas se usado diariamente por 15 minutos. Ele é vendido em lojas e sites médicos. Converse antes com o seu clínico. No consultório, a sudorese costuma ser combatida com aplicação de toxina botulínica. “São cerca de 30 picadas na sola de cada pé. A dor é amenizada com anestesia local e o efeito dura até dez meses”, diz a dermatologista Fabiana Pietro, de São Paulo.
2 comentário(s) de 2
Comentado em 14.12.2011 às 20:40 por rosa:
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Comentado em 29.11.2011 às 11:38 por Paula Franssineth Pereira Marques:
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