Os riscos reais que seu bebê corre

Saiba até que ponto é realmente preciso se preocupar com as situações que apavoram a maioria das mães.

Patrícia Affonso em 13.05.2011
A A A
familia-os-riscos-reais-que-os-bebes-correm
(Foto;)

A síndrome da morte súbita é assustadora. Como saber se meu bebê corre esse risco? Ainda não se conhece exatamente a causa desse mal, que tanto apavora as mães - a síndrome provoca a morte inesperada de bebês aparentemente saudáveis e costuma acontecer nos primeiros meses de vida. O estudo mais recente sobre o assunto, realizado no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos, apontou que os níveis de serotonina são 26% mais baixos nos recém-nascidos que morrem por causa da síndrome. Isso poderia explicar o problema, já que esse neurotransmissor age no sistema nervoso como um alarme, capaz de acordar a criança quando sua respiração é interrompida. No entanto, a pesquisa não é conclusiva. "O que podemos afirmar é que esse mal é nove vezes mais frequente entre recém-nascidos que dormem de bruços", afirma Rodrigo Felgueira, pediatra do Hospital da Criança, em São Paulo. A boa notícia é que es ses casos não são tão comuns assim: no Brasil, atinge um em cada mil bebês, em média. Vigiar o sono da criança o tempo todo só estressa a mãe, mas vale manter a babá eletrônica a postos. A orientação é deitar o pequeno sempre de costas para o colchão e prender o cobertor sob as axilas dele, dificultando os movimentos e diminuindo o risco de ele se asfixiar. Não é recomendável dividir a cama com a criança, pois o adulto pode rolar sobre ela durante o sono. Agasalhar demais o pequeno também é contraindicado: a temperatura do quarto não deve ultrapassar 24 ºC. "Uma leve sensação de frio ajuda a estimular o sistema respiratório", explica o pediatra Victor Nudelman, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Se a criança costuma ter refluxo e engasga com frequência, é mais seguro fracionar a amamentação noturna em várias sessões, para agilizar a digestão.

Fico aflita quando ele bate a cabeça. Como ter certeza de que não houve um traumatismo sério?

Especialmente nos primeiros me ses de vida, enquanto a moleira ainda não fechou, qualquer esbarrão na cabeça do bebê vira um pesadelo para as mães. Mas não há razão para tanta preocupação. "A própria moleira é uma proteção bem eficaz. Entre o 15o e o 18o mês, ela se fecha, e o crânio fica ainda mais forte e bem protegido", garante o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Esses acidentes são mais comuns quando a criança começa a andar. Nessa fase, é normal ela cair o tempo todo, e a cabeça não escapa dos tombos, já que é a parte mais pesada do corpo. "O reflexo infantil ainda é imaturo. Diferentemente do adulto, ela não se protege amortecendo a queda com os braços", explica Nudelman. A boa notícia é que, em geral, as cabeçadas do dia a dia acontecem em quedas a partir da altura da criança e raramente têm consequências mais sérias. O acidente pode se agravar se o tombo for de um lugar alto, como o berço, o trocador ou uma escada. Nesses casos, é importante ficar atenta a vômitos, perda de consciência, sangramento nasal ou no ouvido, hematomas ao redor dos olhos e convulsões. Diante desses sintomas, o bebê deve ser examinado rapidamente. Sobre a velha história de que a criança não pode dormir logo depois do acidente, Reibscheid esclarece: "Dormir não é problema. Mas é preciso prestar atenção nos estados de sonolência, pois eles, sim, podem ser indicadores de algo mais sério. Preocupa também quando ela inverte os ciclos de vigília e sono". Sem nenhum desses sintomas à vista, é provável que a única herança do acidente seja o famoso galo, que pede gelo ou uma compressa fria.

 

Gostou dessa reportagem? Assine CLAUDIA e receba muito mais em sua casa todos os meses!

Gostou dessa reportagem? Assine CLAUDIA e receba muito mais em sua casa todos os meses!
#comentarios

1 comentário(s) de 1

  1. É sempre bom estarmos atentos aos pequenininhos,pois é num piscar de olhos que acidentes acontecem.

    responder