Sonhar juntos: o grande desafio

O sonho de construir uma vida juntos funda um casal. Ao longo do casamento os dois mudam e os sonhos também. Como administrar seus projetos pessoais?

Déborah de Paula Souza em 28.02.2012
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(Foto: Thinkstock.)

1. Sonhar juntos

Viajar, arrumar a casa, ter um bebê... O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o de sejo do outro, o que implica suportar frustrações e adiamentos ou simplesmente ter que administrar diferenças inesperadas (você quer férias na praia, ele acha melhor trocar de carro...). Por isso, a realização dos planos vai demandar muita conversa. O projeto comum dá a medida de quanto o casal está conectado e aceita limites. Por exemplo: uma mulher bem-sucedida pode descobrir que o marido não tem as mesmas ambições que ela. Os valores e as finanças influenciam a programação. Além do mais, ambos estão sujeitos às pressões sociais e das famílias de origem. Libertar-se de interferências, descobrir o próprio desejo e partilhá-lo com o homem amado são sinais de maturidade. É na convivência que o casal descobre que não dá para apostar tudo no sonho comum. Ambos precisam armazenar fôlego para projetos pessoais. Essa percepção diminui cobranças e abre portas para negociações, permitindo que utopia e realidade se equilibrem.

2. Assumir a família

No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Por isso, assumir um novo núcleo significa não apenas priorizar um programa com o marido mas também preparar-se para lidar com o encontro de duas culturas diferentes, o que traz riqueza e também atritos. A chegada dos filhos, quando as famílias se aproximam, pode aguçar com petições veladas ou explícitas. Cuidado para não brigar com seu par ao defender uma bandeira da sua família – seja diplomática e tente conhecer as bandeiras da dele. Guardadas as proporções, o casal funda um novo país. Será importante tanto defender o território quanto abrir fronteiras, assimilando influências. Para não pisar em campo minado:

A. Respeite a família do outro.

B. Evite ironias, indiretas e nunca use um desabafo que seu parceiro fez sobre os próprios parentes para atacá-lo.

C. Não confunda enredos. Se seus pais foram ausentes ou invasivos, isso não significa que os dele também sejam.

D. Lembre-se de que nem ele nem você têm como missão reparar as faltas – emocionais ou financeiras – das famílias de origem.

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#comentarios

2 comentário(s) de 2

  1. Que bien tratado el tema, como siempre Claudia aporta mucho en cada tema que elige tratar..a veces cometemos muchos errores de los que aqui se señalan, con el diario del lunes es tan facil salvar una relacion....

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  2. Simplesmente impressionante: conseguiram sintetizar em poucas palavras todo o emaranhado de fios que é construir um relacionamento, um casamento feliz! De um modo simplista, diria que, mantendo o respeito e admiração, mútuo, há uma boa chance de ser feliz!! ah! ia esquecendo: coloque também uma boa dose de bom humor. Rir juntos é uma DELÍCIA!!!

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