1. Sonhar juntos
Viajar, arrumar a casa, ter um bebê... O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o de sejo do outro, o que implica suportar frustrações e adiamentos ou simplesmente ter que administrar diferenças inesperadas (você quer férias na praia, ele acha melhor trocar de carro...). Por isso, a realização dos planos vai demandar muita conversa. O projeto comum dá a medida de quanto o casal está conectado e aceita limites. Por exemplo: uma mulher bem-sucedida pode descobrir que o marido não tem as mesmas ambições que ela. Os valores e as finanças influenciam a programação. Além do mais, ambos estão sujeitos às pressões sociais e das famílias de origem. Libertar-se de interferências, descobrir o próprio desejo e partilhá-lo com o homem amado são sinais de maturidade. É na convivência que o casal descobre que não dá para apostar tudo no sonho comum. Ambos precisam armazenar fôlego para projetos pessoais. Essa percepção diminui cobranças e abre portas para negociações, permitindo que utopia e realidade se equilibrem.
2. Assumir a família
No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Por isso, assumir um novo núcleo significa não apenas priorizar um programa com o marido mas também preparar-se para lidar com o encontro de duas culturas diferentes, o que traz riqueza e também atritos. A chegada dos filhos, quando as famílias se aproximam, pode aguçar com petições veladas ou explícitas. Cuidado para não brigar com seu par ao defender uma bandeira da sua família – seja diplomática e tente conhecer as bandeiras da dele. Guardadas as proporções, o casal funda um novo país. Será importante tanto defender o território quanto abrir fronteiras, assimilando influências. Para não pisar em campo minado:
A. Respeite a família do outro.
B. Evite ironias, indiretas e nunca use um desabafo que seu parceiro fez sobre os próprios parentes para atacá-lo.
C. Não confunda enredos. Se seus pais foram ausentes ou invasivos, isso não significa que os dele também sejam.
D. Lembre-se de que nem ele nem você têm como missão reparar as faltas – emocionais ou financeiras – das famílias de origem.
2 comentário(s) de 2
Comentado em 29.02.2012 às 22:08 por Nell:
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Comentado em 21.02.2012 às 00:19 por Eliana:
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