Mães contam como fazem seus bebês comerem

Perguntamos para 8 mamães seus segredos para fazer com que os filhos comam sem criar problemas e ainda resolver algumas questões relacionadas à comida.

Reportagem Daniela Venerando em 22.09.2011
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Nos primeiros 12 meses de vida, o peso do bebê triplica. A partir daí, o crescimento desacelera e o apetite diminui. Se a criança está sadia, não fique aflita em cada refeição. Ofereça, sim, cardápio variado e nutritivo, que contenha todos os grupos alimentares.

"Uso utensílios coloridos, com motivos infantis. O preferido da Sofia é um pratinho com desenho de macaco. Peço a ela para comer até encontrar a ilustração do animal no fundo do prato. Sofia se diverte quando os alimentos vão acabando e consegue enxergar o macaquinho. Só dou água depois das refeições. Caso contrário, a barriguinha fica cheia de líquido e o apetite vai embora."

Daniella Abbruzzini Koller, 36 anos, dermatologista, mãe de Sofia, 1 ano e 7 meses

"Amasso os alimentos cozidos com um garfo ou passo na peneira. Não uso o liquidificador para não deixar a papinha muito homogênea e líquida. A comida pastosa ajuda a desenvolver a degustação da parte anterior da língua e prepara a criança para aceitar os alimentos sólidos."

Carolina Ramiro, 26 anos, bióloga, mãe de Iara, 1 ano

"Para intestino solto, eu ofereço ao meu filho goiaba sem sementes e maçã, as frutas preferidas dele. Outras opções são banana-maçã e caqui. Já quando ele está com o intestino preso, dou laranja-lima com bagaço e mamão. Para soltar, também funcionam kiwi, damasco e ameixa-preta."

Mara Dagios Tomezzoli, 35 anos, fisioterapeuta, mãe de Lorenzo, 1 ano e 10 meses

"Procuro variar ao máximo as refeições para ter certeza de que estou suprindo todas as necessidades dos meus filhos. Uma alimentação equilibrada deve ter produtos capazes de fornecer diferentes nutrientes, ou seja, proteínas, vitaminas e sais minerais, carboidratos, gorduras e ferro. Consultar a pirâmide alimentar, facilmente encontrada em livros de nutrição, me ajuda na hora da escolha."

Márcia Cristina Ribeiro e Silveira, 42 anos, enfermeira, mãe de Tiago, 1 ano, e dos gêmeos Miguel e Júlia, 3 anos e 8 meses

"Pretendo repetir a orientação que a pediatra me deu quando Martim, meu primogênito, completou 6 meses. Vou apresentar ao Miguel, meu caçula, primeiro a papinha salgada e, só depois que ele estiver acostumado, darei banana, maçã etc. Os bebês, em geral, aceitam as frutas com mais facilidade do que os legumes e as verduras. Então, o truque é oferecer primeiro o mais difícil, para que não se acostume com frutas e rejeite os outros alimentos."

Juliana Pietro, 35 anos, empresária, mãe de Miguel, 3 meses, e de Martim, 2 anos e 7 meses

"Desde que minha filha come alimentos mais sólidos, eu tenho o cuidado de deixar tudo organizado no pratinho. Separo o arroz, o feijão, cada legume, a carne cortadinha etc. Faço um prato bem colorido e atraente e nunca misturo, pois a intenção é que ela sinta o sabor de cada alimento e aprenda a ter prazer em comer. Outra vantagem é que percebo com facilidade o que agrada ou desagrada ao paladar da Caroline."

Cristine Lemos, 29 anos, consultora jurídica, mãe de Caroline, 1 ano e 6 meses

"Respeito os horários do almoço e jantar e coloco a Amanda no cadeirão, ao meu lado na mesa, para que aprenda que existe hora e lugar para as refeições. Falo coisas divertidas, sem exagero, para ela entender que é momento de comer e não de brincar. Se começa a recusar cada colherada, insisto. Mas, se não quer mesmo, retiro sem comentários e sigo a orientação do pediatra, que é não dar quitutes logo em seguida."

Débora Brandão, 33 anos, professora, mãe de Amanda, 1 ano e 8 meses

"Quando introduzi a papinha, minha filha não aceitava verduras. Fiquei preocupada, e o pediatra me orientou a insistir da seguinte maneira: tirar o alimento por cinco dias e retornar ao prato. Se a criança recusar novamente, repetir o processo por cinco vezes. No meu caso, deu certo. A Lívia voltou a comer folhas verdes. Percebi também que tem épocas em que ela enjoa de alguma fruta ou outro alimento que antes adorava. Nesse caso, retiro por um espaço maior, durante dez dias, e volto a oferecer. É tiro e queda!"

Claudia Roggerio, 38 anos, advogada, mãe de Lívia, 1 ano e 7 meses

 

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