Suas mãos suam só de pensar em conduzir o carro até a esquina? Em alguns casos, esse sentimento é considerado uma simples ansiedade. Em outros, porém, pode ser avaliado como um medo patológico e deve ser tratado. “A principal causa observada entre as minhas pacientes é o medo da crítica, de ser motivo de piada por não saber executar uma baliza, por exemplo”, explica Cecília Bellina, psicóloga especialista no tratamento do medo de dirigir.
Ela conta que 85% dos frequentadores de sua clínica são do sexo feminino: “Tenho uma cliente que não consegue dirigir porque o pai falava que carro é só para homem. Mas o machismo tem diminuído, e a tendência é não existir mais esse tipo de cliente daqui a vinte anos”, conta a psicóloga. Para superar o medo do volante, a primeira coisa que a mulher tem que descobrir é se ela de fato sabe dirigir. Se a resposta for positiva, o próximo passo é enfrentar a fobia: “Escolha dez destinos que você deseja ir e tente um por vez. Vai chegar um momento em que a emoção diminui, fica mais controlada”, diz Cecília.
Problema comum
Mesmo quem tem experiência ao volante não se esquece do tempo em que as pernas tremiam, as mãos ficavam úmidas e a boca secava na hora de dar marcha a ré num espaço apertado ou quando aparecia um sinal fechado na ladeira. Há motoristas que, mesmo depois de rodar bastante, ainda apresentam esses sintomas. Boa parte deles chega a desistir de dirigir. Segundo a psicóloga Neuza Corassa, autora do livro Vença o Medo de Dirigir (Editora Gente), pelo menos 10% dos motoristas precisam de ajuda para vencer a ansiedade ao volante — um problema que pode se transformar em fobia. “Normalmente, são pessoas que exigem muito de si mesmas e acabam desistindo de dirigir diante dos primeiros erros”, explica. Confira algumas recomendações da especialista:
• Treine direção pelo menos duas vezes por semana.
• Para algumas pessoas, entrar no carro é mais difícil que o treino propriamente dito. Não invente desculpas.
• Não peça ajuda ao companheiro, para evitar desentendimentos. É melhor recorrer a um profissional.
• Há técnicas de relaxamento para baixar o nível de noradrenalina e diminuir a sensação de pânico.
• Quando o medo provoca taquicardia, tremedeira ou falta de ar, é hora de procurar um psicólogo.
10 comentário(s) de 42
Comentado em 31.03.2013 às 11:40 por Cinthia :
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Comentado em 30.03.2013 às 01:56 por gsb:
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Comentado em 24.03.2013 às 03:37 por joice:
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Comentado em 08.01.2013 às 12:24 por Luiz:
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Comentado em 20.12.2012 às 20:39 por Pati B:
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Comentado em 20.12.2012 às 11:53 por Hérica:
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Comentado em 24.10.2012 às 09:16 por EUTALIA CONCEIÇÃO DOS REIS:
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Comentado em 20.08.2012 às 21:07 por Sergio:
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Comentado em 19.08.2012 às 23:10 por MARIA DAS DORES:
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Comentado em 01.08.2012 às 12:52 por Dienifer R. dos Reis Novo:
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