Chefes opressores, prazos apertados, pressão para cortar custos, o medo do desemprego... A vida de quem trabalha fora é uma coleção de situações de stress. As mulheres não escaparam dessa espiral - nem têm como. Segundo o último censo do IBGE, divulgado em 2001, 26% das famílias brasileiras são comandadas por mulheres. "Com tanta responsabilidade, elas estão mais sujeitas ainda ao stress", afirma Iêda Novais, consultora de Recursos Humanos. Não são poucos os casos como o da empresária gaúcha Marieta Germani, que, após a separação, assumiu o negócio que antes era tocado por ela e pelo marido, uma oficina de carros de corrida - e foi parar, doente, no hospital, com desmaios freqüentes. "Assisti a tudo e, quando entrei no mercado de trabalho, decidi que não iria acontecer comigo", conta a filha, Patrícia Germani, promoter de uma casa de música eletrônica em São Paulo. Sempre que o stress ameaça tomar conta, Patrícia usa suas armas (leia a seguir). Pressionadas pela necessidade, muitas mulheres, como ela, inventaram estratégias de blindagem. Com isso, além de melhorar a qualidade de vida, ainda ganham pontos nas empresas. "As mulheres mais calmas e com maior jogo de cintura estão sendo muito valorizadas", diz Iêda Novais. Portanto, quando o clima pesar, experimente as idéias das nossas entrevistadas e blinde-se também! O choque da montanha-russa
Você pode dizer que assim é fácil - afinal, Laura Rocha, 44 anos, é gerente de marketing e eventos especiais do Playcenter, um megaparque de diversões em São Paulo. Verdade. Não é toda hora que a gente encontra uma montanha-russa pela frente. Mas, se pintar uma oportunidade, não deixe escapar. "É uma grande descarga de adrenalina seguida de um imenso alívio", garante. Além de planejar campanhas promocionais e viver pressionada por prazos e resultados, Laura ainda tem que administrar os humores de São Pedro, já que dia de chuva é complicação na certa. "Se estou muito tensa, entro na montnha-russa e saio leve."
Viva o verde
Para manter o espírito firme e transmitir serenidade aos clientes - entre eles executivos tensos e celebridades aflitas -, a terapeuta capilar Patrícia Maciel, 41 anos, encheu sua sala de plantas. "Fechei minhas varandas com bambus e muito verde. Aqui, os passarinhos cantam o dia todo", conta ela, cujo trabalho consiste em buscar e tratar as causas físicas e emocionais da queda de cabelo. "Esse clima faz bem para os clientes e ainda funciona como meu fio terra."
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