50 marcas que as mulheres deixaram no mundo e que mudaram nossa história

Se hoje podemos fazer escolhas, devemos isso a iniciativas femininas que mudaram a história. Páginas de força bruta foram reescritas com sensibilidade

Marcia Kedouk e Patrícia Zaidan em 20.10.2011
A A A
50-marcas-que-as-mulheres-deixaram-no-mundo
(Foto:)

1.

Dizer não à violência

Depois de séculos de opressão, um grito foi ouvido: chega de agressões contra a mulher. Uma farmacêutica cearense que sofreu duas tentativas de assassinato por parte do marido e ficou paraplégica virou porta-voz da causa. Maria da Penha Maia Fernandes colocou o agressor na cadeia e levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Inspirou a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que coíbe e pune esses atos, modelo copiado em outros países.

2.

Acreditar

No coração de uma mulher, a esperança, substantivo feminino, se transforma em fé, depois vira determinação e por fim leva à conquista.

3.

Flexibilizar o mundo dos negócios

Foi depois que as mulheres entraram nas companhias que conceitos como inteligência emocional e resiliência foram incorporados ao vocabulário empresarial. Trabalhamos usando a intuição e o jogo de cintura – e incentivamos os homens a trilhar esse caminho.

4.

Agregar

Pense na solidez do núcleo familiar, na força centralizadora, na balança das relações. Provavelmente, você visualizou uma mulher.

5.

Recriar papéis sociais

Esposa exemplar, mãe zelosa, donzela eterna. Não faz tanto tempo assim, esses eram os papéis que nos cabiam. Reescrevemos a história. Em 1832, Nísia Floresta publicou, com apenas 22 anos, Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens. Em 1949, a filósofa francesa Simone de Beauvoir escreveu em dois volumes O Segundo Sexo, em que usava conhecimentos de biologia, psicologia, história e economia para constatar que a suposta condição de inferioridade feminina era uma invenção cultural. Nascia ali o movimento feminista, que ganhou ainda mais força em 1963 com o lançamento de A Mística Feminina, de Betty Friedan.

6.

Perdoar

Pesquisa recente da Universidade do País Basco comprova que as mulheres conseguem perdoar com mais facilidade do que os homens. Porque têm maior empatia, ou seja, a sábia capacidade de se colocar no lugar dos outros.

7.

Preservar a nossa história

Que nação tem futuro sem memória? O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, guarda evidências de que o homem pode ter vivido no continente americano há 50 mil anos, e não há 12 mil, como afirmam pesquisadores. A arqueóloga paulista Niède Guidon descobriu esse tesouro e tem dificuldade para preservá-lo, já que pinturas rupestres estão sendo danificadas por balas.

8.

Mobilizar para grandes causas

Ajudar é sempre bom – mas mobilizar centenas, milhares a fazer o mesmo é melhor ainda. Elizabeth Taylor foi uma das primeiras megacelebridades a se engajar na luta contra a aids, depois que um amigo dela, o ator Rock Hudson, morreu, vítima da doença. Em 1991, ela criou a própria fundação de pesquisa sobre o vírus, a Elizabeth Taylor Aids Foundation.

9.

Transgredir

Quem disse que a gente precisa agradar sempre? Se hoje a maioria responde que não temos de corresponder ao senso comum, muito se deve à ousadia gritante de Madonna desde os anos 1980. A maior diva pop do mundo moderno sempre desafiou ao usar batom vermelho-sangue, simular sexo oral com uma garrafa, deixar o sutiã à mostra, beijar um Jesus Cristo negro...

10.

Liderar com pulso firme

A marca deixada pelas mulheres nos mais altos postos do poder tem sido a austeridade. Dilma Rousseff limpa o ministério; Angela Merkel, a chanceler alemã, mantém o norte da União Europeia na crise do euro; Michelle Bachelet, chefe da ONU Mulheres, saneou a economia do Chile quando era presidenta, equiparou salários em empresas estatais e regulamentou a distribuição da pílula do dia seguinte.

Gostou dessa reportagem? Assine CLAUDIA e receba muito mais em sua casa todos os meses!
#comentarios

Nenhum comentário