Sayuri Magnabosco

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Sayuri Magnabosco

Desenvolveu uma embalagem sustentável para alimentos. O produto é feito à base de bagaço de cana-de-açúcar e cera natural

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O isopor pode levar até 150 anos para se decompor. Mas algumas variedades do material nunca se degradam. Para piorar, por ser muito leve e impermeável, ele impede a absorção de água e nutrientes pelo solo e se dispersa facilmente, poluindo rios.

Não é também um componente reciclável. Por isso, montanhas de embalagens se acumulam nos lixões do país, sem destino ecologicamente viável. Foi esse problema que, em 2014, chamou a atenção da estudante Sayuri Magnabosco, então aluna do 2º ano do ensino médio, enquanto ajudava sua mãe a guardar as compras do mês.

A estudante tinha recebido de um professor da escola a dica do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e enxergou ali uma oportunidade para concorrer. Ao pesquisar materiais possíveis, chegou ao bagaço da cana-de-açúcar.

“Trata-se de um insumo abundante no Brasil, pois é resíduo da produção de etanol. É leve, mas resistente”, explica ela, que transformou o quintal dos fundos da casa onde vive com a família, em Curitiba, em laboratório. Ali, elaborou uma mistura e a moldou como as bandejas de isopor.

O produto inicial, no entanto, era impróprio para alimentos úmidos. A solução foi fazer uma cobertura natural. “Estou testando o produto ideal. Uma possibilidade é usar cera de abelha”, diz.

A invenção não lhe rendeu o prêmio que a motivou, mas a levou a feiras de ciências, onde acumulou medalhas. Ficou em segundo lugar na categoria Ciências Biológicas, da Ficiências, em Foz do Iguaçu (PR), e na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, na Universidade de São Paulo.

Lá, conseguiu uma credencial para a Genius Olympiad, evento internacional nos Estados Unidos, onde ficou em terceiro lugar na categoria Design. No ano passado, se inscreveu em 15 universidades americanas e foi aprovada em oito com bolsa de estudos. Agora prepara-se para o curso de engenharia biomédica em Dartmouth College.