Elisabete Dal Pino

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Elisabete Dal Pino

(Pablo Saborido/CLAUDIA)

Busca compreender a existência humana por meio do estudo do espaço

TEXTO GIULIANA BERGAMO

De onde viemos? Por que habitamos a Terra? O que há para além dela? São perguntas assim que a astrofísica Elisabete M. de Gouveia Dal Pino, pesquisadora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, se faz desde muito pequena.

Aos 10 anos, ao assistir à chegada dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, compreendeu que a busca por tais respostas seria sua missão de vida. E traçou seu caminho para isso. Formou-se em física, fez mestrado e doutorado (sempre na USP). Até que, em 1990, alçou voos mais altos.

Já casada e com uma filha de 3 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde fez dois pós-doutorados – nas universidades Harvard e da Califórnia. Hoje integra o Comitê de Astrofísica de Alta Energia da União Internacional de Física Pura e Aplicada e é líder brasileira de um projeto internacional para a construção do maior observatório astronômico para detecção de raios gama, a radiação eletromagnética de mais alta energia.

“A expectativa é de que, com o aparato, batizado de Cherenkov Telescope Array, seja possível investigar, por exemplo, buracos negros ou matéria escura, que ainda suscitam muitas dúvidas à ciência”, diz.

Elisabete foi responsável por conquistar um investimento de quase 5 milhões de dólares da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para o projeto, que deve ter sua primeira etapa pronta em 2018.

Parte do montante será empregado para capacitar pesquisadores brasileiros. Na essência, o trabalho dos astrofísicos é similar ao dos historiadores. Ao estudarem estrelas, galáxias, buracos negros, supernovas, entre outros fenômenos, estão explorando o passado em busca de respostas sobre a nossa origem.

Graças a eles, sabe-se, por exemplo, que o Universo surgiu de uma grande explosão, o Big Bang. Para chegarem a conclusões assim, além de observar o espaço com telescópios, eles precisam interpretar o que é visto. E é aí que entram as pesquisas de Elisabete.

Ela atua na área chamada modelagem: realização de cálculos matemáticos em computadores de alta performance para compreender o que é captado. A cientista foi responsável por inaugurar no Brasil o uso de equações de fluidos magneto-hidrodinâmicos em computadores de alta performance, fórmulas para analisar o comportamento dos gases nas estrelas e galáxias.

Foi pioneira ainda na determinação do mecanismo de aceleração por campos magnéticos de raios cósmicos, partículas que viajam em velocidade próxima à da luz e incidem na Terra.

 

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