Danielle Brants

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Danielle Brants

(Pablo Saborido/CLAUDIA)

É fundadora da Guten, startup que fornece a escolas uma plataforma digital de leitura e compreensão de texto por meio de notícias

TEXTO GIULIANA BERGAMO

O discurso da paulistana Danielle Brants é típico de professor apaixonado pelo que faz: “Tenho convicção de que a educação pode mudar o mundo e de que a leitura é uma porta para acessar as transformações”, diz. A sala de aula, porém, não é o ambiente de trabalho dela.

Formada em administração de empresas, Danielle passa a maior parte do tempo em um escritório na Avenida Paulista, vizinho do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Ali, preside a Guten Educação e Tecnologia, startup que criou após deixar uma carreira de sucesso no mercado financeiro.

“Quando voltava para casa, depois do expediente, ia observando o que havia à minha volta e questionava: ‘O que estou fazendo para mudar esta realidade?’.” Insatisfeita, surpreendeu chefes e colegas ao pedir demissão.

Passou seis meses avaliando para que área migraria. “Queria investir em algo que realmente gerasse impacto para a sociedade. Percebi que não teria muito como fugir de um dos dois setores mais carentes: saúde e educação”, conta.

Optou pelo segundo, mas decidiu que faria algo inovador. “O mundo está mudando, mas a forma como estudamos ainda é muito parecida com a dos tempos de nossos avós. Quis fazer algo para modificar isso.”

Fundada em 2014, a Guten fornece a escolas um sistema digital de leitura e compreensão de texto por meio de notícias. Funciona assim: pelo tablet ou computador, os alunos têm acesso a reportagens, atualizadas semanalmente e divididas em cinco seções, como em um jornal: Bem-Estar; Brasil; Ciência e Tecnologia; Comportamento; e Mundo.

Para cada uma delas, há quatro atividades – duas preparatórias, que devem ser realizadas antes de acessar o texto, e duas para serem feitas depois. O conteúdo, produzido por uma dupla de jornalistas, é pautado por assuntos atuais e escrito em linguagem própria para alunos do 4o ao 9o ano do Ensino Fundamental.

Inclui dados de pesquisas recentes e entrevistas com especialistas realizadas para o programa da Guten. Já as tarefas são desenvolvidas por uma equipe de educadores e levam em consideração as habilidades de leitura de cada faixa etária segundo os critérios do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Com base no desempenho dos estudantes, o programa gera relatórios que apontam para o professor quais são as carências específicas de cada criança. Atualmente, 66 escolas – 30 delas do sistema público –, espalhadas pelo Brasil, utilizam a plataforma, somando mais de 36 mil alunos.

 

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