A casa é o termômetro da vida e do cotidiano de seus moradores. O fluxo de energia que circula nela está sempre conectado à dinâmica de quem vive ou trabalha ali. Esses são os pressupostos do Cli Le Shalom, nova técnica de harmonização de ambientes baseada na cabala, criada pela consultora Sandra Strauss, do Rio de Janeiro. Formada em engenharia biotecnológica e professora do Centro Cultural Midrash (entidade que difunde a cultura hebraica), Sandra é especialista na chamada “medicina da casa” desde o ano 2000. Depois de estudar o feng shui (prática chinesa para equilibrar ambientes) e a radiestesia (pesquisa de radiação e detecção de centros eletromagnéticos realizada com pêndulos), definiu a nova técnica graças aos seus conhecimentos de cabala judaica.
De acordo com a consultora, a palavra cabala significa receber. Para receber, porém – seja uma informação, a luz do sol ou uma visita –, é preciso criar um espaço apropriado. Na tradução literal, Cli Le Shalom significa “recipiente para a plenitude” – e o recipiente é a nossa casa. Sandra explica que o significado mais conhecido da palavra shalom é paz, mas em hebraico o termo tem a mesma raiz etimológica de “pagar” e “completar”. “A paz e a plenitude reinam quando não há dívidas”, explica. Ela não se refere apenas às questões monetárias. “Uma promessa não cumprida, por exemplo, é uma dívida que trava o relacionamento. Tanto o credor quanto o devedor sofrem nessa situação, e isso afeta o ambiente.”
Duas coisas são fundamentais para compreendermos como funciona a cabala da casa: o poder dos símbolos e a dinâmica dos fluxos de energia. Sandra considera que os símbolos operam na fronteira, fazendo a ponte entre o mundo visível e invisível, entre consciência e inconsciência. Sua técnica usa a simbologia da Árvore da Vida, um diagrama cabalístico, e das letras sagradas. Já o fluxo energético é sempre dinâmico e combina várias forças e influências. Tais forças podem ser de ordem material, como a energia elétrica e o encanamento, ou imaterial, como a energia emocional e espiritual.
A casa é o recipiente que capta energia do solo, dos dutos de água e do sol. Também reflete o modo de vida de seus moradores e a intrincada arquitetura dos relacionamentos. Nossa moradia pode ser um refúgio vital, mas também pode adoecer e deteriorar. A técnica Cli Le Shalom propõe diagnósticos e curas, mas Sandra também aconselha a manter a casa em ordem, doar ou jogar fora o que não tem mais u e consertar o que está quebrado: a bagunça impede que você encontre suas coisas, e peças inúteis só atravancam o ambiente. Mas tenha bom senso: a obsessão por limpeza e organização é sinal de rigidez e também afeta as relações.
Diferentemente do feng shui, o Cli Le Shalom não interfere demais na arquitetura ou decoração de uma casa. Embora faça algumas sugestões práticas (indicando o local favorável para pôr um vaso, por exemplo), a principal ferramenta é a colocação estratégica de selos com as letras sagradas do hebraico. Segundo Sandra, esses símbolos protegem a casa e vibram de modo a despertar nossa consciência e atrair prosperidade (veja o quadro na galeria).
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Comentado em 16.05.2012 às 00:17 por audete ribeiro guimarae:
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