Meninos e meninas, homens e mulheres, jovens e mais velhos, sem distinção: em Milão, todo mundo anda de vespa desde os 14 anos. Comigo não é diferente. Tenho 49 anos, um marido, três filhos – Davide, 18 anos, Enrico, 17, Giovanni, 10 – e uma doberman de 3 anos, a Cheope, e sempre andei de moto. Já fui dona de uma vespa, que é o nome de um modelo produzido pela Piaggio, com rodas menores, mas hoje circulo com uma Honda 125 preta. Como o trânsito por aqui é complicado, esse tipo de transporte me faz ganhar tempo. Vivo para cima e para baixo por causa do meu trabalho (tenho uma agência de relações públicas com clientes de moda, beleza e design de interiores). Encaro sol, chuva e já peguei neve muitas vezes. No problem. Mas o congestionamento não é a única nem a principal razão para deixar o carro em segundo plano. Em certas áreas de Milão, automóveis não podem circular, principalmente no centro da cidade. Além disso, a sensação de liberdade da moto é única. Se considero perigoso? Só aconselho a tomar mais cuidado nos dias de chuva. A pavimentação do centro de Milão, onde a maioria das ruas é feita de pedras, fica bastante escorregadia com a umidade.
Então vamos ao nosso roteiro, que pode tranquilamente ser feito em dois ou três dias. Tudo começa na estação central de Milão. As linhas verde e amarela do metrô levam você até ela – não vai ser complicado para uma brasileira lembrar essas cores! A estação acabou de ser reformada e está linda. Toda de mármore branco com um mix de estilos liberty e art déco. Ali você encontra uma loja de aluguel de moto, a Auto GMP (autogmp.com). Será preciso apenas apresentar sua carteira de motorista. Custa a partir de 12,90 euros por dia, dependendo do modelo e da potência. Abastecer é simples: há vários postos na cidade e as motos são movidas a gasolina. Para quem não dirige, sugiro alugar uma bicicleta. Entre no site bikemi.com, que funciona com o sistema de bike sharing. Isso significa que você faz um cadastro e pode pegar e deixar a bicicleta em vários pontos da cidade, conforme sua necessidade.
O primeiro destino é a Piazza Duomo, no centro histórico. Suba até a cúpula da catedral para ver a estátua de Michelangelo e a famosa Madonina de ouro, símbolo da cidade. Adoro museus e, ao lado do Duomo, tem o Palazzo Reale, sempre com exposições interessantes, e o Museo del Novecento. Cruze a praça e entre na Rinascente Duomo, a melhor loja de departamentos da Itália. Lá estão grifes internacionais, como Louis Vuitton, Chanel e Ralph Lauren – além da seleção de marcas italianas. Amo o piso do subsolo dedicado à casa. No terraço do sétimo andar, acomode-se no restaurante Obika, com vista para o Duomo. Peça a degustação de mozzarelle, que chega fresca todos os dias do sul da Itália. À direita da Rinascente tem a elegante Galleria Vittorio Emanuele, com lojas sofisticadas, bares antigos e o único hotel sete estrelas de Milão, o Seven Stars Galleria (sevenstarsgalleria.com). Lindo para visitar, mas bem caro. Na mesma área, atrás do Palazzo Reale, fica o Rosa Grand (rosagrand.starhotels.com), um hotel de design confortável com preços acessíveis.
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