Você aprova a mudança da licença-maternidade de 4 para 6 meses?

 

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Enviado por hluisa em 13/11/2008

Essas e outras questões estão me deixando completamente exausta. Estive diretamente ligada com a questão na empresa que trabalho enquanto grávida e o processo todo foi desgantante. Acho que a Senadora Patrícia Saboya é um exemplo nessa luta, mas a prática desse direito deixa a realidade da mulher que trabalha muito cruel. Eu estou tão cansada de discutir isso, não consigo mais falar o que acho. Eu cansei. É fato que estou trabalhando em horário comercial, tenho dois filhos em horário integral na escola, tenho um marido que trabalha embarcado (fico 15 dias sozinha com as crianças, a casa...), quero ter a opção de participar do mundo do jeito que eu quiser, mas está difícil. Trabalhar fora é quase um milagre para a mulher que quer também, ter sua família, seus filhos, sua graduação. Está muito difícil para a empresa entender que deve SIM adaptar-se às funcionárias mulheres. O passo já foi dado. Não voltaremos para nossas casas para cuidar dos filhos e dos maridos (função verdadeiramente muito nobre). Entendemos que podemos mais se o MUNDO ceder.

Enviado por Rita em 02/11/2008

Eu penso que nós, mulheres, deveríamos sim ser tratadas de outra forma também no mundo profissional - simplesmente porque nossas necessidades são diferentes das dos homens. Deveríamos ter sempre jornada limitada a 5 horas diárias. Assim poderíamos cuidar de nossas responsabilidades extra-profissionais de forma digna, ao invés de depositarmos nossa cria às 7h em berçarios e escolinhas (às vezes os rebentos sequer acordaram ainda, são levados dormingo enrolados em seu cobertor), e ao final do dia, depois que o sol se foi, pegá-lo de volta... Isso é muita crueldade - com a criança, com essa geração de "chocadeiras", e conosco mesmas... Não somos iguais. Somos seres regidos por outros hormônios e outras necessidades - embora isso seja muito variável entre as mulheres. Defendo que não sejamos, mesmo, tratadas como homens, para que tenhamos nossa individualidade feminina respeitada.

Enviado por marialucia em 02/11/2008

NAO APROVO! Eu considero que os assuntos das mulheres profissionais e mães estão sendo tratados no Brasil por quem não viveu essa dura e dupla realidade. Realizar-se como mãe e como profissional. Algumas leis e atitudes baseiam-se em culturas distintas das nossas brasileiras. Importante : em geral, mais de 95% das esposas de executivos e de CEOs, dos políticos e de presidentes e diretores e gerentes de empresas, em geral são "do lar", mulheres maravilhosas, cheias de qualidade e dotes mas ficam em casa com estrutura de empregadas e cozinheiras e motoristas etc. Raramente, as esposas dos " big bosses" trabalham fora por necessidade. Façam uma pesquisa com os presidentes, diretores e gerentes das maiores empresas brasileiras e verifiquem a realidade. O que fazem as esposas dos grandes empreendedores e politicos, além de cuidar da família e de obras assistenciais? Elas não precisam cuidar da sobrevivência financeira de suas famílias e filhos.... é tão óbvio! Toda mudança legal que coloque em risco a sobrevivência financeira das mulheres profissionais, que lhes coloquem o estigma de "peso para o mundo empresarial e de trabalho" é um IMENSO PERIGO e retrocesso para as questionáveis conquistas desses 50 ultimos anos para as mulhers em sua inserção no mundo público, do trabalho e das empresas. Muitos países são restritivos quanto à licença maternidade e os países "generosos" hoje o fazem pois o indice de natalidade é baixo e colocam em risco muitos aspectos da economia daquela nação. Os paises ricos estão fazendo ampliações no período de licença mas por razões próprias. Mais ainda, a MATERNIDADE é um processo de amor e da mente, que começa nas mulheres sensatas e precavidas muito antes da gravidez e estende-se até o momento do último suspiro da MÃE AMOROSA. Para algumas mulheres a maternidade não é um valor e o cuidado dos filhos não é um valor para muitos homens. Muitas mulheres sentem-se mal, feias, animalizadas com a maternidade ... portanto, é preciso contextualizar nossa cultura, extrato social e cultural. Meu ponto de vista é que deveríamos dar suporte institucional e retaguarda operacional às mulheres na época da gravidez, da concepção e até seus filhos estarem com suas defesas físicas, psicologicas e mentais protegidas - talvez 15 anos de idade ou um pouco menos. Períodos flexiveis de trabalho talvez, 4 horas de trabalho em casa e 4 horas de trabalho na empresa, quando isso é possível, bom suporte de saúde para as mulheres, boas escolas, boas creches, bons profissionais de aconselhamento, boa retaguarda nas épocas de viagens a trabalho etc. Isso sim seria evolução partindo da ótica de uma mulher que teve filhos e trabalhou fora de casa desde os 20anos de idade. Reitero que estar com um recém nascido 4 ou 6 meses é totalmente relativo, pois é inesperado as demandas especificas aos bebes em função de como nascem, estrutura familiar etc. Em resumo, para a Maternidade é preciso ter Muita competência e quem não tem esse dom nem quer investimento nesse setor que não se estabeleça e nem engravide! E quem é homem, não opine sobre o que não viveu e nem sabe! Quanto aos maridos que colaboram 50% na decisão de aumentar a familia - se não tem competência para cuidar, compartilhar e pagar as despesas e ajudar na educação dos filhos que faça vasectomia e/ou use preservativos. "Não se estabeleça, isto é, não procrie!" à sua disposição para esse assunto que conheci muito bem! Maria Lucia Zulzke - S.Paulo

Enviado por Tarcila Carvalho S Taborda em 02/11/2008

Priscila A licença deve ser uma opçao da mulher. Nao existe magica em economia de mercado. Uma empresa ao contratar uma mulher em idade fertil oferece na grande marioria das vezes um salario menor do que a um homem que realiza a mesma funçao. POr que será? POr que ela trabalha pior? Nao, mas porque o empregador sabe que tera gastos para treinar alguem para sustitui-la no periodo de licença. Sendo assim desconta este valor do salario medio das mulheres de um modo geral. Com esta leia situaçao só irá piorar. Se a mulher acha necessaria uma liceça maior que fique um tempo sem trabalhar e quando estiver pronta que volta ao mercado. Se pensarmos na formaçao da criança o periodo ideal seria de 2 anos!Sou mae de 2 filhos e voltei a trabalhar apos um mes - alias como fazem a maioria das profissionais liberais. Reduzi minha carga horaria ate que me senti segura em retomar o ritmo anterior. Trabalhei menos e ganhei menos. Mas foi minha opçao. Já perdi emprego no inicio da carreira para um homem por ser mulher em idade fertil e por isso acho esta lei injusta com as mulheres. Quanto ao filhos valho me da maxima que qualidade é melhor que quantidade.

Enviado por mila em 02/11/2008

É mais do que comprovado que esse período é vital para a saúde do bebê e ficar doente nesse país não é uma possibilidade que deva ser levada em consideração. Criança saudável mãe equilibrada e melhor profissional, acho que quem não pode dar seis meses de sua fica exclusivamente a um bebê não deveria ter filhos.

Enviado por Sheila em 02/11/2008

Sim. Lamento o fato de já não ter sido uma Emenda Constitucional ampliando para todas as mulheres. Os benefícios são indiscutíveis: alimentação saudável, saúde e convivência com a mãe. O que gera futuros adultos mais saudáveis e mais equilibrados. Na verdade, acho 6 meses pouco, pois até o 6º mês o bebê só poderá tomar leite materno e só depois introduzir outros alimentos. Por isso, ainda tem a fase de adaptação para aprender a comer. Existem países que dão a licença por mais de 2 anos. Dividir com o pai depois dos 6 meses também é uma idéia boa. Infelizmente, todos os comentários contrários à licença de 6 meses visam apenas o lado financeiro, do empregador. O que deixa as mães bastante inseguras para usufruir da licença. Aconselho uma pesquisa sobre os benefícios do aleitamento materno até os 6 meses com quem entende do assunto no site da Sociedade Brasileira de Pediatria: http://www.sbp.com.br/

Enviado por katia em 02/11/2008

Não. É o maior absurdo. Trabalhei minha vida toda. Quando tive meu filho, não foi diferente, fiquei de licença menos que os 90 dias, e com muito sacrifício consegui amamenta-lo até o sexto mês. Quando ficávamos juntos era muito bom, relacionamento de muita qualidade, que até hoje é cada vez mais forte. O que importa é a qualidade e não a quantidade. Isso é coisa de gente que não gosta de trabalhar. Para você que não gosta de trabalhar, arrume um marido bem rico, fique na sua cola, assim não precisa trabalhar!!!!

Enviado por Mari em 01/11/2008

VAMOS ESTUDAR FISIOLOGIA. A mulher possue o dom de conceber, gerar e amamentar! Isso é uma graça divina (para as religiosas) e um dom (para as pragmáticas). Só quem amamentou, e eu amamentei 2 filhos até 11 meses, tem noção do quão isso faz bem para a nossa natureza e para os nossos filhos. Na minha vida sempre considerei tudo uma empreitada: fazer 3 faculdades, trabalhar, namorar, casar, fazer mestrado, sempre fazendo o que eu podia fazer de melhor. Porque ser mãe não poderia ser o meu melhor? As mulheres tem vergonha em optar por ser mãe!!! Que triste!É claro que algumas mãe não podem amamentar seus filhos porque teêm que voltar ao trabalho, pois seus salários fazem parte da renda familiar ou são a renda familiar. Para essas mães está sendo dado o direito de passarem mais tempo com seus rebentos. E QUE DELÍCIA! A estatística salarial, financeira ou qualquer outra não deve incidir sobre uma temática tão importante. Eu compreendo o conceito da Miriam Leitão, e vejo como ele pode ser mal interpretado. No Canada existe um ano de licença familiar. Nesse 1 ano a mãe e o pai podem tirar a licença juntos e esta passará a ser de 6 meses. Mas caso a mãe tire 6 meses sozinha, o pai pode tirar 6 meses sozinho e desfrutar o desenvolvimento do seu filho. E nesse caso ( no Canada) a mãe não recebe um salário menor só pelo fato de ser mulher, ela recebe um salário compatível com seu rendimento. O que eu quero ressaltar é que na hora que o governo está dando a oportunidade de se ter 6 meses para poder desfrutar a maternidade, não é hora de resmungar. Sejamos inteligentes!!! Quando a lei for aprovada em todas as ocasiões, daí brigaremos pelo afastamento do INSS e salário integral, e daí brigaremos por igualdade salarial. Não adianta fazer tudo de uma vez. Vamos comemorar que o governo deu a devida importância à maternidade "que só nós podemos faze-la" e depois iremos pleitear nossos direitos! Uma guerra é ganha em pequenas batalhas, tem algumas batalhas que são tacanhas demais para o porte de alguns generais, mas os soldados só aprendem a guerrear sem se ferir muito nessas pequenas batalhas.

Enviado por patricia monqueiro couto em 01/11/2008

Sendo mae de dois filhos e empresaria, náo concordo com esta licença de 6 meses. Vendo pelo lado maé, precisamos ter nosso tempo, espaço e independencia, os filhos sáo de facil e rapida adaptaçao, principalmente apos os 3 meses, vejo sim uma dependencia muito grande da mae em relacao ao filho, de forma que acha que tudo gira em torno dela e dele,esquecendo muitas vezes de si propria, da casa, marido e principalmente profissao, a nao ser aquelas q nao precisam trabalhar, pois o marido paga todas as contas e luxos que a mulher quer..rsrs Como empresaria, náo deixaria de contratar mulher pela opçao da licença, mas a substituiria sem duvidas e sem pensar duas vezes, pois uma funcionaria que opta por ficar 1/2 ano fora sem preocupaçao com a empresa, vai perder 1/2 ano de atualizacao, sem estar no mercado, ficando somente com o filho tomando conta de casa... o que acrescentaria na minha empresa na volta? e pior, neste periodo eu teria que contratar outra pessoa para substitui-la que estara mais atualizada e adaptada á aquele momento da empresa, como retroceder depois? baixar faturamento? treinar de novo? Infelizmente para uma empresa pagar em dia, precisa estar em dia, e dependemos de funcionarios competentes e ativos. Acho que 4 meses esta otimo de licença, vejo isso como mae tbem.

Enviado por Cláudia em 23/10/2008

Não concordo. Sou profissional autônoma e quando tive minha filha voltei ao trabalho quando ela tinha onze dias. Amamentei até o décimo mês. Vejo como mais uma forma de aumentar a discriminação em relação ao trabalho feminino. Conheço várias mulheres que quando ficaram de licença maternidade praticamente nem amamentaram seus filhos. Deveria ser estabelecido como condição para estender até os 06 meses a licença a mãe estar efetivamente amamentando seu bebê. Afinal, quem pagará mais esta conta somos nós. Por outro lado deveriam ser feitas campanhas sérias para estimular a amamentação, posto que grande parte das mulheres logo desiste de amamentar seus filhos. Falo em campanhas sérias, que informem realmente sobre as dificuldades e como contorná-las. Nada de ficar mostrando artistas, que contam com um time de empregados, falando que amamentar é importante. Tive muita dificuldade em amamentar nos primeiros dias e pensei que não fosse conseguir alimentar minha filha, mas busquei forças e sobretudo amparo junto ao banco de leite e consegui cumprir esta missão. Amamentar é um ato de amor, mas é fatigante, dói, você acaba acostumando com esta nova rotina, mas não é qualquer mulher que segura o tranco, sem trocadilhos, tem que ter muito peito !

Enviado por ambrambilla em 13/10/2008

Sim, claro que aprovo. Só temo que empregadores façam disso mais um impedimento para a contratação de mulheres...

Enviado por Aninha em 13/10/2008

Ana Paula RS Acho ridiculo, em um país no qual a maioria da população feminina ja tem pro habito engravidar pra não perder o emprego, quando sabem que a empresa não esta satisfeita com os resultados do seu trabalho, isto é só uma forma de gerar mais "tadinhas". Abusam do seu estado, que neste caso é sempre interessante, para se fazerem e não fazem mais nada. Leis deste tipo são para paises onde a mulher tem inteligencia, visão e determinação, pensa na carreira, quer chegar a algum lugar. Ainda estamos muito longe disto aqui.

Enviado por CINTIA em 12/10/2008

Uma licença de 6 meses é um investimento ao longo prazo com vantagens que não podem ser mensuradas! Dar o melhor alimento, carinho e presença ao filho até os 6 meses de idade trará a este ser não só uma melhor saúde física, mas também emocional. Além de aceitar esta licença de 6 meses (e as empresas que entrarem no programa terão benefícios no IR), as empresas deveriam, ainda, investir em ações que promovam o maior contato mãe-filho possível! O mundo depende e precisa cada vez mais de pessoas saudáveis em seu conceito mais amplo e não de mulheres egoístas, competitivas que se dedicam mais a carreira que a família!

Enviado por ccy em 08/10/2008

eu aprovo e concordo tava mais do que na hora da licença ser ampliada,e a coisa mais importante na vida de uma mulher,ou seja, vc optou por ser mae entao seja com qualidade 06 meses a criança n fica tao dependente da mae, ja consegue comer outras coisas alem do leite materno, ate msm em questao de doenças, e hj vc n acha pessoas de confiança p cuidar do seu filho como vc, e importante sim a carreira, porém n adianta voltar antes, deixar a criança com uma pessoa e ir trabalhar p se sentir mulher atual, da pra ser mae e profissional do seculo 21 juntas....a empresa q da esse direito a sua funcionaria acontecera dps menos afastamento,podemos observar que dentro de seis meses a mae costuma faltar mais p levar o fiulho ao medico, vacinação, pediatra, etc. Por isso antes de ter um filho e a mulher q quer continuar trabalhando dps e bom se programar e ficar ciente que esse periodo ela tem q curtir muito seu filho pq dps, o tempo sera raro, pq vc volta ao mercado de trabalho e a atenção p c o filho n sera a msm, por mais q vc queira o corre corre do dia a dia nem sempre e possivel.Agora se vc n se sente segura em relacao a vida profissional,se vc acha que vc e dispensavel a empresa a qual vc trabalha... ai sim vc vai querer voltar rapido p n perder seu lugar p outro.

Enviado por Rô em 06/10/2008

Rosana Santos Estou vivendo este dilema neste momento: meu filho está com 4 1/2 meses e mesmo antes de engravidar, jamais pensei na possibilidade de parar de trabalhar. Retorno ao trabalho em poucos dias e desde semana passada ele já está freqüentando o berçário para "nossa" adaptação; na verdade mais minha do que a dele. A mulher fica muito dividida: ao mesmo tempo que quer voltar à rotina profissional logo, o término da licença + férias (se for o caso) coincide com a etapa onde os bebês começam com os seus gracejos e a vontade aguçadíssima de descobrir o mundo. A mulher precisa ser muito mulher para superar esta transição: para mim, no primeiro dia do berçário que voltei para casa sem ele, um vazio enorme tomou contou de mim e chorei a tarde inteira até o retorno dele. Não consigo responder essa pergunta! Se fosse imposto o tempo de 6 meses sem negociação empresa e funcionária, acredito que todas aceitariam numa boa.

Enviado por MARIANA APARECIDA CARVALHO em 03/10/2008

Não concordo, pois as empresas não podem ficar tanto tempo sem uma mão de obra. Isso fará com que as empresas optem contratar menos mulheres devido ao tempo em que elas ficarão fora do trabalho. Para a mulher não acho que se afastar tanto tempo do mercado de trabalho seja compensador.

Enviado por Lucasof em 03/10/2008

Claro! Esse é um tempo valioso para mãe e bebê, sem que ela fique afastada muito tempo do mercado de trabalho.