Empresário Lírio Parisotto é condenado por agredir Luiza Brunet

Pouco mais de um ano depois da agressão, o empresário recebeu a sentença de doze meses de trabalho comunitário

O empresário Lírio Parisotto, 62 anos, foi condenado a um ano de detenção pela agressão à modelo Luiza Brunet, 54 anos, no ano passado. A sentença proferida pela juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcanti determina que o réu deverá ficar dois anos sob vigilância, sendo obrigado a cumprir serviço comunitário durante doze meses.

Em maio passado, Luiza voltava de um jantar em Nova York quando foi agredida pelo empresário — com quem mantinha uma união estável há cinco anos.Eles discutiram no restaurante e o desentendimento não ficou ali. Em casa, o parceiro a ofendeu verbalmente e, depois, partiu para a violência física. Ela recebeu chutes na perna, um soco no rosto e foi por ele imobilizada no sofá. Além de hematomas no roxo, ela teve quatro costelas quebradas.

(Fantástico/Reprodução)

Em junho, ao Ministério Público, ela denunciou Lírio. Na ocasião, a mesma juíza, Elaine Cavalcante, decretou uma medida protetiva impedindo que ele se aproxime da ex-mulher. Outra magistrada, Lilian Lage Humes, aceitou a denúncia oferecida pelo promotor Bruno Gaya da Costa, e Parisotto tornou-se réu em um processo que correu em segredo de Justiça.

A CLAUDIA, Brunet contou os detalhes do ocorrido e abriu o coração. “Apanhar como apanhei, aos 54 anos, foi o pior. E veio de um homem que eu amava”, desabafou em entrevista exclusiva.

CLAUDIA: Você passou fome; foi doméstica; abusada sexualmente aos 14 anos; rompeu de forma brusca com Humberto Saad, o empresário de moda que a lançou; saiu de um casamento de 23 anos arrasada; e sofreu violência física. O que a chocou mais?

Brunet: Apanhar como apanhei, aos 54 anos, foi o pior. Sustentei cinco irmãos, mãe e um pai alcoólatra por amor. O velho que abusou de mim aos 14 era um estranho. A briga com Saad, negócio: eu tinha 19 anos, era top na carreira e não queria mais ser explorada. Hoje Saad me respeita. A separação do pai de meus filhos doeu muito, porém foi a alternativa ao desgaste. Mas agora, quando queria paz e sossego, me ocorreu o mais triste. E veio de um homem que eu amava.

REVISTA CLAUDIA, SETEMBRO DE 2016

Segundo apurou a revista VEJA, a defesa do empresário deve recorrer da sentença.

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