Acontece em São Paulo, no dia 20 de novembro, o TEDxDaLuz.
TED não é um termo que circula por aí (ainda!), então, para aqueles que não conhecem, a história é a seguinte: em 1984, após um encontro na Califórnia, surgiu o TED (a sigla significa Tecnologia, Entretenimento e Design), que acontece anualmente. A organização sem fins lucrativos pretende estimular discussões sobre diversos assuntos e ideias que mereçam atenção por meio de palestras rápidas (15 minutos ou menos), performances e vídeoconferências. Entre os convidados, já estiveram Bill Gates, Michelle Obama, Isabel Allende, entre outros.
O TEDx segue o mesmo conceito, mas é organizado de forma independente e tem alcance local. O TEDxDaLuz é um desses eventos, cuja missão é incentivar o crescimento da força interior. A ideia é que em tempos tão confusos, imediatistas e cheios de desafios, as pessoas possam se conservar cada vez mais inteiras e preparadas para experiências de trocas com os outros.
As inscrições podem ser feitas até dia 31 no site. Não perca!

Formadoras de opinião e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Foto: Eugênio Goulart
A ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, quer se cercar de mulheres para propor uma política relacionada ao consumo. Juntou-se na terça-feira (9/8), em São Paulo, com formadoras de opinião, publicitárias, executivas e jornalistas. A revista CLAUDIA estava entre as convidadas. Falante, envolvente, Izabella demonstrou sua crença: só ocorrerão mudanças no consumo sem qualidade – esse mesmo, que detona rios e mares, polui o ar, derruba matas, empobrece o nosso bolso e ameaça a economia do país – “se as mulheres passarem a influenciar a sociedade, com atos afirmativos do valor da vida”. A proposta dela é cuidar do meio ambiente em outro patamar, de forma mais tangível. Nada de acreditar que o problema se resolve só com o fim da sacolinha plástica de supermercado. A ministra confessou que ela também se vê embaraçada no caixa, quando vai pegando a sacola… mas tem de deixá-la sob o olhar inquisidor dos outros consumidores. A revolução é mais ampla: a mulher, que é capaz de fechar a torneira dos excessos, já que 60% das compras da família são decididas por ela, precisa ascender a cargos de poder nas empresas e ocupar todos os lugares públicos de onde vêm as decisões sobre a sociedade. Na lista da ministra ainda consta a necessidade de as brasileiras estarem mais envolvidas na vida produtiva e nos negócios verdes. Ou seja, esse conjunto de situações é imprescindível para a tal sustentabilidade – palavra que, de tão pronunciada, acabou desgastada.
Essa reflexão deve compor o documento “Iniciativa Brasileira sobre Consumo”, que será levado à Rio+20, a conferência da ONU prevista para junho de 2012, no Rio de Janeiro. Mas, para que o tema saia da chatice e da embromação, típicas desse tipo de cúpula de chefes de Estado e ambientalistas, Izabella sugere traduzi-lo em atitudes. Conta, para isso, com a mídia experiente em falar com as mulheres e com as parceiras ali reunidas. Uma delas, a publicitária Cristina Carvalho Pinto, presidente do Grupo Full Jazz, já propôs o mote para a campanha de mobilização: “Vamos arrumar a casa?”. Arrumar está na cultura feminina. Fazendo esse chamado, as brasileiras podem vir para a briga e implementar a mudança.
Os tempos parecem outros. Em janeiro, a revista entregou à presidenta a “Carta de CLAUDIA para Dilma Rousseff”, apresentando 12 tópicos fundamentais para um país melhor. Já na abertura, o documento defendia que governar ouvindo as mulheres seria o primeiro passo para a construção de novas práticas políticas e a criação de uma nação mais justa e poderosa. A iniciativa da ministra Izabella é sinal de que o governo pretende inovar e nos ouvir.

Izabella Teixeira: "Vamos cuidar do meio ambiente com as mulheres". Foto: Eugênio Goulart
29jun 2011
Se a princesa Diana estivesse viva, ela teria sua própria página no Facebook, seria amiga da família Beckham, curtiria o filme “O Diário de Bridget Jones” e escreveria no mural do príncipe Harry aconselhando um corte de cabelo (clique aqui para ver como seria). Pelo menos isso é o que acredita Tina Brown, biógrafa de Diana e editora-chefe da Newsweek, uma revista americana. O livro é de 2007, mas, agora, Tina faz previsões de como a princesa estaria em 2011. Vivendo em seu apartamento em Nova York, Lady Di seria amiga de Camilla Parker-Bowles, atual esposa de Charles, e seguiria Dalai Lama no Twitter. Além de frequentar os desfiles de moda, ela iria frequentemente ao Haiti, ajudar na reconstrução do país.

"Diana - Crônicas Íntimas", de Tina Brown, publicado em 2007 pela Ediouro. Fonte: Divulgação
Sexta-feira, dia 1º, seria o 50º aniversário de Lady Di. Falecida em um trágico acidente em 1997, a princesa, ex-mulher do príncipe Charles e mãe de William e Harry, era idolatrada internacionalmente. Fez trabalhos de caridade com crianças, idosos e portadores de HIV. A última campanha que apoiou, pela eliminação das minas terrestres, venceu o Prêmio Nobel da Paz.
Tantas boas ações cativaram a população. No dia de sua morte, milhares de pessoas se juntaram em frente ao Palácio de Buckingham para homenageá-la.
Não é estranho que a vida de Di atraia curiosos até hoje. Para satisfazê-los, a Newsweek manipulou imagens de Diana para que ela aparentasse os 50 anos que teria hoje (uma delas está aqui). A ousadia gerou polêmica. Quatorze anos depois de sua morte, está na hora de deixar Lady Di descansar? Por outro lado, o Newsweek pretendia que fosse uma homenagem, afinal, é sempre bom relembrar alguém que gostamos. E aí, de que lado vocês estão?
Cynthia Greiner, diretora de redação de CLAUDIA estará hoje, às 22h15, no Roda Viva, na TV Cultura. O convidado será Alfredo Halpern, médico endocrinologista e criador da dieta dos pontos. O papo gira em torno da vontade das mulheres de emagrecer e do uso de remédios para acelerar o processo. Não perca!
É fato: a campanha Luxo por Menos de CLAUDIA é um sucesso.
Até as celebridades estão aderindo. Olha a Milene Domingues usando o vestido de lã da Lu Monteiro no São Paulo Fashion Week na Contigo! (clique aqui para ver).
A redação também ficou muito animada para comprar. Aliás, a Mirela veio hoje com a bolsa da Serpui Marie. Como ela mesma diz: “a cara do luxo três vezes”.

Mirela com a bolsa do Luxo por menos
Se você ficou com vontade de ter a sua, veja aqui os endereços de venda.
Quer saber de todas as novidades da moda? Seja assinante de CLAUDIA!
Por Joyce Moysés
Não dá para ficar de fora. Não podemos tolerar que as mulheres sofram dessa forma. E a solução passa pela informação. Por isso, a revista CLAUDIA convida você a ler e a divulgar também a recém-lançada cartilha Não Violência Doméstica, preparada pela Avon.
Ela pode ser baixada no endereço http://abr.io/18Um. Ele traz ainda outra cartilha, sobre violência intrafamiliar, desenvolvida em parceria com o Instituto Noos, do Rio de Janeiro. São ótimos parâmetros hoje do que a nossa sociedade precisa vencer para ter felicidade na vida familiar.

Cynthia Greiner com Caetano Bedaque, diretor de Comunicação da RedeTV!, e Mônica Romano, gerente de publicações
Cynthia Greiner, diretora de redação de CLAUDIA, é convidada do programa da Hebe de amanhã, dia 31 de maio, às 22 horas, na RedeTV!. Ela vai falar sobre o movimento Ame sua Vida, tema das comemorações do aniversário de 50 anos da revista. Imperdível!
UPDATE:
Para quem não assistiu:
Há três anos, decidi não observar gays e lésbicas em desfile na Parada Gay e ficar atenta à plateia. São pessoas que almoçam mais cedo naquele domingo para ver e se divertir com os tipos que tomam a avenida Paulista e o centro de São Paulo. Um espetáculo à parte. Aposentados, crianças, pais com carrinhos de bebê, gente animada ou curiosa para entender o que o homossexual tem de diferente. Há quem dance com eles, acene e mande beijos. O comportamento de aceitação surpreende. É o país real que se reúne ali — bem menos conservador que as bancadas de deputados e senadores que só fazem barganhas.
O governo cedeu à pressão deles e suspendeu ontem a produção de cartilhas e vídeos contra a homofobia que seriam distribuídos nas escolas públicas. A justificativa foi, digamos, evasiva: “De agora em diante, todo material sobre costumes só será feito mediante consultas à sociedade e às bancadas do Congresso Nacional”. Um retrocesso. Se o governo olhasse melhor o público da Parada Gay talvez entendesse que é hora de tirar a tampa, acabar com a hipocrisia e enfrentar o tema. O Supremo Tribunal Federal fez isso ao compreender que um casal homossexual tem direito de ser considerado uma família, como o hétero. Cabe ao staff de Dilma encarar a sua parte no combate ao preconceito — porque ele existe e mostra os dentes afiados. Lembram-se dos trogloditas que, em novembro, bateram em rapazes na mesma avenida Paulista?
A presidenta disse que não gostou do conteúdo do kit e que os órgãos federais não vão fazer “propaganda de opção sexual”. Ora, se o tom da mensagem não é apropriado, presidenta Dilma, mande mudar, mande melhorar. O material, que os ministérios da Saúde e Educação estavam preparando, era para professores do ensino médio – e não para criancinhas. São os educadores que muitas vezes lidam com a intolerância e a rejeição a gays, negros e pobres. Eles, como os pais, precisam estar preparados para explicar aos jovens o Brasil que teremos a partir da união estável de homossexuais. Muitas famílias serão chefiadas por 2 homens ou 2 mulheres. Mais crianças terão 2 pais ou 2 mãe. O que o governo vai perguntar ao Bolsonaro? A consulta está feita e a sociedade já respondeu o que quer.
Por Patrícia Zaidan
Uma das primeiras reportagens que assinei em CLAUDIA foi sobre a violência dos homens contra as mulheres que eles dizem amar. O jornalista Pimenta Neves, então diretor do Estadão, havia matado em agosto de 2000, com dois tiros pelas costas, a jornalista Sandra Gomide, que não queria reatar o romance com ele. Pimenta ajudara Sandra a subir na careira, ela tinha que pagar com seu amor pelo resto da vida. Mas ela não suportou prolongar o pacto. E Pimenta, ciumento, truculento, desequilibrado, não suportou a rejeição. Tinha poder, fugiu do flagrante, só se apresentou à polícia quando bem quis. Réu confesso, de um crime premeditado, passou 7 míseros meses na cadeia e, depois, esperou o julgamento em liberdade.
A nossa reportagem fez uma retrospectiva, no box “Os dias de fúria” dos últimos 50 dias da agonia de Sandra e também do pesadelo vivido por outra brasileira, a dona de casa Edna Gomes Leal. No mesmo período, ela sofreu perseguição, ameaça e agressão do marido. Mas escapou da morte escondendo-se com os filhos numa casa de abrigo para vítimas de violência, na cidade de Sorocaba (SP). A dona de casa viu o enterro de Sandra Gomide pela TV – podia ter sido o desfecho dela.
As duas histórias ocorreram antes da Lei Maria da Penha, que começa a mudar a cultura vil dos machos inconformados com o fato de a mulher não ser brinquedo deles. Ainda há, porém, milhares de outros Pimenta-neves insultando, batendo e matando. Todos ficaram aliviadíssimos quando, em 2006, o jornalista saiu do julgamento — que o condenou a 15 anos de cadeia — pela porta da frente do fórum. Livre e leve, foi recorrer da sentença em casa e na praia.
Quando ouço no rádio a notícia da prisão desse péssimo brasileiro, dei um berro: “Toma, safado!” Trinta segundos depois, me sobe a dúvida: “Por quanto tempo atrás das grades?” Alguns meses? Dias? Pimenta conhece bem as leis brasileiras, discute com seus advogados – todos muito bem pagos – as brechas e os recursos legais que mudam caminhos. Com base neles, havia conseguido adiar em 5 anos o cumprimento da sentença.
Foram 20 recursos junto ao Supremo Tribunal federal e ao Superior Tribunal de Justiça. Até que no último dia 23 de maio, uma terça-feira feliz, o STF deu um basta às manobras e Pimenta entrou no camburão. Certamente seus advogados já armam os argumentos – sempre com bases legais – para pedir progressão de regime para ele cumprir apenas 24 ou 18 meses de prisão. Estão lá orquestrando para arrancar o criminoso de Tremembé, a ilha habitada por Lindemberg, que matou Eloá, e por Nardoni, que matou Isabella. É esse o lugar onde o jornalista deve permanecer. Só deve sair quando acertar as contas com a sociedade e, principalmente, com as mulheres brasileiras. Mas, a justiça, o dinheiro, o poder…
por Joyce Moysés

Joyce e Camille
Hoje foi realmente um dia especial. Assisti à palestra da polêmica intelectual americana Camille Paglia e almoçamos juntas depois, no Terraço Abril. Conversamos sobre mulheres, amor, sexo, arte, celebridades, jornalismo, linguagem web, Daniela Mercury (que ela adora!) e Lady Gaga (que ela desaprova!). Camille ama música brasileira e descobriu recentemente Elis Regina. Há três anos, foi a Salvador e subiu no trio elétrico de Daniela. Ficou impressionadíssima com aquele exemplo de coletividade sob o comando de uma cantora, por 8, 9 horas diárias… Contei que agora ela precisa conhecer o trabalho de Maria Rita, filha de Elis, e ela ficou bem interessada. Atualmente, Camille está terminando mais um livro e leciona “Humanities e Media Studies” numa universidade da Philadelphia, The Univertity of the Arts (UArts). O melhor de tudo: assim que pedi para tirarmos a foto ao lado, ela reagiu como uma típica mulher: “só um minutinho, deixa eu passar batom”.
Notícias do universo da redação da CLAUDIA direto para o blog!

Leonina contida, fã de bons livros. Gosto de assistir filmes debaixo da coberta, comer no restaurante japonês e de viajar com os amigos.

Sou editora de CLAUDIA e acredito que toda história de vida é uma inspiração — merece ser vista, lida, ouvida e contada.

