Notcias da Redao

08mar 2012

por Patrícia Zaidan
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Atualidades
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Foi a mensagem da minha nora, no celular, que me lembrou hoje do Dia da Mulher. Eu havia esquecido. Na caixa postal, tia Margô, 80 anos, deixa beijos pela data. Uma enxurrada de e-mails de empresas – de cosméticos a tapetes — faz o mesmo. Ok, Dia da Mulher. Associei o assunto, automaticamente, às 200 brasileiras vivendo em cárcere privado. Eu me fixei nelas. Desde que li isso num artigo da ex-ministra da Mulher Nilcéa Freire, em 2010, fico imaginando o tal cárcere privado. Como seria? Janelas trancadas sem a luz do sol? Porão? Nenhum grito que um vizinho pudesse ouvir? De lá para cá, não vi nada sobre a libertação dessas 200 brasileiras. Nenhuma providência oficial. Creio que continuem reféns dos seus algozes: o marido, o pai, o padrasto. Um absurdo para um país que ascende. Uma incompatibilidade com o mundo conectado que se relaciona o tempo inteiro por meio da web, falando, se expondo, dividindo imagens, emoções… Essas 200 prisioneiras estão completamente à margem, abandonadas em meio ao aglomerado urbano, sem o básico ir e vir.

Mas, também hoje uma mulher escreveu para a redação perguntando o que ela deve fazer com o marido que quer controlar tudo, até talão de cheques dela. O cárcere privado aprisiona muito mais gente do que podemos imaginar. Reflito sobre a minha vida: o que me encarcera? Faço chover e parar de chover quando quiser, mas ainda me dou muito mais ao trabalho do que a mim mesma. Minha identidade foi construída com base na profissão, tive filhos trabalhando sem trégua, os casamentos se acomodaram à nesga de tempo que foi possível dedicar a eles. Uma inversão, já que o trabalho deveria suprir a vida, garantir o prazer de realização e… só! O que prometo a mim, agora, é rever a inversão. Reverter o quadro para o campo do saudável. E, claro, cutucar o governo para ir lá, estourar cada um dos 200 cárceres contabilizados pela Secretaria das Mulheres, dar suporte às vítimas, prender seus algozes. O meu erro, reparo eu. Já quanto à falta de direitos, a conversa é outra: o país que quer influir no mundo civilizado tem obrigação de agir e, de forma rápida, reparar a injustiça para com aquelas mulheres que definham amarradas e caladas.

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Não há política pública capaz de prevenir a ação psicótica de um homem que sai de casa com colete à prova de balas, arma e munição. Aconteceu ontem (9/1/2012) em São Paulo. Segundo a polícia, o suspeito, um artista plástico de 35 anos, diplomado em administração de empresas, deixou 2 pessoas baleadas, roubou 4 carros, bateu em outros 4 ou 5 e atirou para todos os lados instalando pânico e desespero, da Av. dos Bandeirantes (zona Sul) ao bairro de Casa Verde (zona Norte). A família acredita que ele fugia de um sequestro. As autoridades crêem, mesmo, num distúrbio mental.

No episódio da escola de Realengo, no ano passado, em que um tresloucado matou 12 estudantes, houve quem dissesse que um detector de metal na porta da escola teria resolvido o problema. Não teria. Assim como mais câmeras e policiamento nas esquinas paulistanas não impediriam o surto de um ser humano com a mente em chamas.  No máximo, com mais equipamentos e policiais, ele seria controlado e preso antes de chegar ao último ponto em que foi visto em liberdade. Só uma política severa de desarmamento dificultaria o acesso dos loucos às pistolas e ao arsenal bélico abundantemente distribuído no submundo do crime.

A ocorrência de ontem, que será discutida à exaustão por especialistas, mostra que o país é conivente com o surto dos insanos por não fiscalizar a fabricação, a venda, a entrada ilegal de armas. O Ministério da Justiça só se lembra de pôr em prática o Estatuto do Desarmamento, de 2003, quando ocorrem as hecatombes: em abril do ano passado, depois que as crianças de Realengo foram alvejadas, a pasta movimentou uma campanha e recolheu lá umas garruchas, umas espingardas… Qualquer brasileiro pode chegar às armas clandestinas. Não é preciso ir longe nem ter muito dinheiro. No centro de São Paulo tem, no morro carioca tem, na periferia das médias e grandes cidades tem. Nas lojas credenciadas também se vende a quem não está habilitado e com porte autorizado. Nas fronteiras — a do Paraguai é a mais reluzente –, há até shoppings que anunciam na internet para vender livremente seus produtos. Alguns parcelam e oferecem vídeos que instruem o manuseio. Os brasileiros são os seus maiores clientes.

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A apresentadora disse que está curada e que está apenas fazendo um tratamento preventivo.

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Ao som de “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, Hebe Camargo é a grande homenageada da noite. Acabou de entrar no palco com um vestido branco bem brilhoso (a cara dela) e, mesmo sem voz, tentou acompanhar a banda. Em seguida, recebeu flores da atriz Cissa Guimarães e agradeceu com o já típico selinho (foram cinco!).

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A psicóloga paulista Claudia Vidigal, idealizadora do programa “Fazendo minha história”, recebe o Prêmio CLAUDIA na categoria Trabalho Social das mãos da Diretora de Redação de CLAUDIA, Cynthia Greiner

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A consultora Maria de Fátima Andrade Pires vence a categoria Consultora Natura Inspiradora do Prêmio CLAUDIA 2011

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A empresária que faz seu negócio lucrar de forma sustentável, Marília Rocca, venceu a categoria Negócios do Prêmio CLAUDIA 2011. Quem entregou o Prêmio foi a empresária Traudi Guida, fundadora da Les Lis Blanc.

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Silvia Regina Rogatto é contemplada pelas suas pesquisas sobre os tumores e formas de amenizar o sofrimento com o Prêmio CLAUDIA na categoria Ciências. Quem entregou o prêmio foi a empresária Luiza Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza.

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A ex-ministra carioca Nilcéa Freire recebe o Prêmio CLAUDIA 2011 na categoria Políticas Públicas das mãos da geneticista Mayana Zatz

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Ao vivo, direto da Sala São Paulo: a palhaça e atriz Daniela Biancardi recebe Prêmio CLAUDIA na categoria Cultura das mãos da ministra Iríny Lopes

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