Escolas recebem "Selo Aqui se Brinca"
Amarelinha, pau-de-sebo e ‘cabanas’ montadas com lençóis velhos são algumas atividades que nos remetem à infância. Quem não se lembra das brincadeiras deliciosas que nos levava para longe, aonde podíamos ser príncipes e princesas, mães e professores. Subir em árvores, tomar chuva e se sujar com lama dos pés à cabeça traziam a sensação de liberdade e autonomia. E é essa a proposta do Selo Aqui se Brinca. Em evento realizado na última quarta-feira (17), a OMO e o Instituto Sidarta anunciaram os resultados da iniciativa social que envolveu 477 escolas de 88 cidades do Estado de São Paulo. O projeto, que começou há oito meses, estimula instituições de ensino a incentivarem o brincar como forma de aprendizado.
Renata Meirelles, mestre pela Faculdade de Educação da USP e uma das organizadoras do Aqui se Brinca conta: “recebemos 477 realidades diferentes e ainda estamos aprendendo com elas. Cada uma intensificou a nossa bagagem cultural, mas ao final, selecionamos 87”. Do total, 87 escolas paulistas foram selecionadas por profissionais de educação, com base em critérios como ter a brincadeira como tema de formação, considerar o direito de brincar como um ato de conquista da cidadania e o estímulo contínuo de atividades.
As escolas receberam o Selo Aqui se Brinca. Vinte e cinco ganharam o “Baú de Possibilidades”, compostos por tecidos e fantasias costuradas à mão para enriquecer a criatividade das crianças; e cinco instituições de ensino foram premiadas com playgrounds educativos. Regina Camargo, gerente da OMO, diz que “o contato com a natureza, por exemplo, é essencial para a criança criar referências. O Selo é uma ferramenta para troca de experiências”.
Cláudia Siqueira, diretora do Instituto Sidarta aponta que “o que definiu as escolas foram as boas práticas, como a valorização da simplicidade, da cultura e da autonomia da criança”. Renata Meirelles ressalta que “os pequenos têm muita sede para aprender e buscam isso durante todo o dia. O educador está lá para desafiá-las”.
Você pode fazer em casa
As mães devem proporcionar maneiras para a criança se conhecer melhor e a apreender o que está ao seu redor. Brinquedos simples, como um rolo de papelão, representam um mar de possibilidades: um túnel, um trem, uma espaço-nave. É importante que elas encontrem isso em suas casas também. Geralmente, o que elas precisam é muito mais simples do eu imaginamos. “Permita que seu filho tenha muito mais experiências vividas do que informação. O aprendizado vem como conseqüência de algo que ela viveu”, afirma Renata. “As mães precisam observar atentamente o que as crianças buscam para não deixar a curiosidade morrer. Deixe que elas se sujem, estimulem a fantasia. Construa cabanas no meio da sala com cobertores e vassouras. Participe dos sonhos e volte à infância com elas”.
Andrezza Duarte
Na foto, as representantes das cinco escolas vencedeoras (divulgação)






